sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SINA DE SOLO Por Cris Dakinis
















Sob a sombra

Sossego agora

Sigo-te sempre...

Eu depois...

São duas horas...

Engulo em seco a saliva insípida.

Nesta saudade surda,

o sono sobra e assopra só pra mim:

A sua sina!

Eu assassina?”

Sou somente a sobra dessa ausência.

Ensaio o ciciar:

Do solo

Selando-te

Eu desolada?

Calma, contida; farsa consentida

Da sábia saída soa um nada:

A sete chaves...

São sete palmos...

Às sete horas, a homenagem:

um minuto de silêncio... teu!

Teu silêncio já é eterno...

O meu também.

(*Cris Dakinis - do livro "Aos Distraídos!" / 2010)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cris Dakinis na TV Vila Imperial, canal 19 / Petrópolis - Programa BEM CULTURAL em 28/07/11




















Dia 28/07/2011, o Programa Bem Cultural da TV Vila Imperial, canal 19, de Petrópolis, recebeu os poetas vencedores dos concursos de poesia do Centenário do Clube Petropolitano e da Bauernfest, Cris Dakinis (São Pedro de Aldeia) e Lasana Lukata (São João do Meriti).


EIS O LINK DA ENTREVISTA CONCEDIDA POR MIM E PELO ESCRITOR LASANA LUKATA À APRESENTADORA CATARINA MAUL.

NA ENTREVISTA, MENCIONEI O GRUPO DE MODERADORES DA COMUNIDADE LITERÁRIA DO ORKUT: CONCURSOS LITERÁRIOS E O TRABALHO QUE TODOS NÓS TODOS COMPARTILHAMOS ALI, INCLUINDO O BLOG DE RODRIGO DOMIT.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

PORQUE ESCREVO... por Catarina Maul
















PORQUE ESCREVO...


Não escrevo para ilustrar desejos

ou criar metáforas,

tampouco escrevo para expor a alma,

vontades secretas, riso, calma.

Não escrevo para acordar os sonhos,

limitar quereres

ou rimar sorrisos.

Até porque, mortal, desejo o paraíso.

Não escrevo para promover abismos,

traduzir tristezas,

completar loucuras, destinos,

nem mesmo quero colher desatinos.

Escrevo porque sou poeta

e da caneta escorre

o sangue da emoção.

Escrevo porque a pena pede

o desenhar corrido,

o verso expresso da ilusão.

Escrevo porque a vida quer

o sonho, o amor, a pausa,

implora-me o verso,

o choro breve,

o riso largo,

todo o mar de cor imerso.

Escrevo porque falo assim,

sinto palavras, sonho letra

vivo a força do vocábulo.

Escrevo porque sou poeta

e se não gritar em versos

surto, morro... calo!


* Catarina Maul

sábado, 9 de julho de 2011

A PESSOA por Paulo Franco











A PESSOA


Em minhas lágrimas,

relativamente sujas,

estão as incertezas

de uma alma contraditória

e incompartilhável.


Trago no meu coração

o ópio das horas.

Indiferente a quase tudo

atormento-me

com a simples futilidade metafísica

dos que passam ao meu redor.


Imaginar que no dia seguinte

seguirei vivo

traz a insônia necessária

ao que quero compor.


Seria tão fácil se eu fosse os outros.

Dentro de mim, múltiplo,

a traição é sigilosa.


Do outro lado da minha janela

inúmeros donos de tabacaria

riem-se de mim

que não me sinto pessoa.


A ordem civil me transformou em nada.

Sintetizado em cumpridor de obrigações,

sem sensação nenhuma de vida,

desarmonizo-me

meio a uma harmonia falsa.


O universo se reconstruiria

em ideal de esperança

se o sorriso dos que passam

do outro lado da minha rua

não fosse

só um fato infeliz.


As tabacarias quase não existem mais,

mas os poetas são os mesmos

e se multiplicam em cruzes

que demarcam milenares aflições.


O pássaro que avisto no horizonte

é irreal.

Melhor não ver

o que a parede do imaginário

sanciona como fato.


Acreditar que a vida

arrasta o destino das coisas

é ceder ao medo do invisível

e ir às representações

que amenizam nossos crimes inafiançáveis

e perfeitos.


Paulo Franco

(do livro: "A Quarta Parede")


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Jornada

















Descalçar os sapatos
descartar os saltos altos
Antes porém,
espezinhar pesadelos:
sem botas de léguas,
sem tréguas,
percorrer percursos
áridos e
embotar a dor
pisada e repisada.
Calçar os sonhos adiante,
galgar nuvens claras,
atravessar tormentas,
dissipar tempestades
para alcançar o étereo,
seguir os rastros de astros,
voar nas sandálias de Hermes por anos-luz
enfim,
pousar na Terra
somente para plantar a casca


*Cris Dakinis

(Poema classificado no Prêmio SESC-DF de poesia Carlos Drummond de Andrade- edição 2010, a constar da Antologia SESC - poesia)


Eros uma vez













Foto: Googleimage


À flor da pele há líquida magia

vaporizada em gotas de perfume

e essências finas vestem áureo lume,

traje a rigor de rica especiaria!



Eros festeja: é dele a autoria

Em vez de flechas, novo ardil assume

De amor e aroma cria outro costume,

que atrai os noivos à perfumaria!



Evolam notas doces de flor rara,

no ar, a inspiração de poção cara,

cujo valor encerra um tesouro…



À noite, os céus lapidam diamantes,

jardins ofertam joias aos amantes,

vale a alquimia de Eros puro ouro…


(Classificada para o Concurso Poema no ônibus - Gravataí/RS/2011)


* Cris Dakinis

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cris Dakinis recebe premiação do concurso Poesiarte / Cabo Frio 2011











Terceiro Lugar no Concurso Poesiarte V com o Soneto "CONFEITARIA"
 
Premiação na Livraria Boulevard em Cabo Frio em 11 de junho de 2011
















 Eu com a caricatura de autoria de Mestre Zel Humor













Eu e Zel.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

ALÉM DO ARCO-ÍRIS - Novo livro de TATIANA ALVES












Um livro, um menino, vários segredos. Até que ponto a fantasia ajuda a desvendar a nossa realidade e transforma as nossas vidas? Gabriel, de férias na casa da avò, depara-se com um livro grande e antigo, que pertencia ao avô, mas é proibido de tocar nele. a avó propõe um desafio: se ele descobrir um determinado segredo, ele poderá ler o livro misterioso. movido pela curiosidade, o menino se lança á aventura de tentar desvendar o enigma contido no livro, sem imaginar as grandes surpresas que encontrará a resposta que tanto deseja? embarque com gabriel nessa fantástica e maravilhosa aventura em busca do sentido da vida e descubra, você também, os segredos nunca antes contados.
Editora Brasiliense, 2011

CLANDESTINOS










Por: Edweine Loureiro
Seleção de vinte e uma crônicas a respeito da vida, da morte, de alegrias e tristezas, de amores e paixões, fruto de minhas experiências pessoais em dois países (Brasil e Japão). Sobretudo, uma homenagem ao ser humano, o qual, apesar das dificuldades, não desiste de rir nem de sonhar. Espero que o leitor compartilhe o mesmo prazer que tive ao escrevê-las.
Para adquirir o livro:

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Selecionada para os PRÊMIOS POESIA CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE e PRÊMIO CONTOS INFANTIS MONTEIRO LOBATO SESC-DF 2010 - Cris Dakinis












Finalista no Prêmio SESC-DF Carlos Drummond de Andrade de poesia com o poema "Jornada"
Finalista no Prêmio SESC-DF Monteiro Lobato com o conto infantil: "A menina e o dia"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

VOCÊ GOSTA DE POESIA E QUER UMA AGENDA LINDA PARA SI OU PARA DAR DE PRESENTE? TÁ AQUI Ó: AGENDA POÉTICA CELACANTO 2011



Poetas participantes:

André Caldas, Angel Cabeza, Carlos Bruni, Cris Dakinis, Geraldo Trombin, Henriette Effenberger, Nathalia Wigg, Reginaldo Costa de Albuquerque, Roberto Bittencourt, Robledo Cabral Filho, Rômulo César Melo, Sérgio Bernardo, Tatiana Alves, Thaty Marcondes e Zulmar Lopes.


Eu tenho um poema nesta agenda! :))))

É Linda: capa dura, wire-o dourada, com um dia por página, agenda telefônica e poemas selecionadíssimos de poetas contemporâneos, publicados em papel especial.

Idealizada e elaborada pelos poetas André Caldas e Tatiana Alves.

Encomende a sua no site da editora:
http://www.editoracelacanto.com.br/

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Obrigada Catarina Maul! O Programa Bem Cultural da TV Vila Imperial apresenta o meu poema "Aos Distraídos!" , título do livro de Cris Dakinis 2010

Registro aqui o link para a leitura do poema "AOS DISTRAÍDOS!" pela apresentadora do Programa Bem Cultural, a Profª Catarina Maul / Petrópolis/ RJ 2010.

http://www.youtube.com/watch?v=07b9HIRIrsM

Muito Obrigada, Catarina Maul!
Agradeço, ainda a Casa D'Italia pela consideração e pelo belo troféu a mim conferido referente ao 2ª lugar no Concurso de Poesia Serra Serata - Passione
:)

Até dia 15/10 - Inscrições aceitas para o II Concurso de Poesia AMOR DEMAIS
REALIZAÇÃO: Clube de Poesias do Petropolitano F.C.

APOIO: Secretaria de Educação, Academia Brasileira de Poesia – Casa Raul de Leoni, APPERJ, Bem Cultural (TV Vila Imperial – canal 19)

ORGANIZAÇÃO: Catarina Maul
Link com o regulamento: http://noticia-comunicacaolivre.blogspot.com/

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mais outro! 2º lugar com o poema Movimento Poético Passione - Serra Serata - Por Cris Dakinis





MOVIMENTO POÉTICO PASSIONE
(variação de "Adágio ensolarado # 2")

Minhas composições sonoras
Ecoam de verso em verso
Vibram por linhas andantes
Contando, cantando, canoras

Com Sol sustenido a altear
Elas entoam tons de céu
Sem mínimas ou cantos de Dó
Só vento soprando por Lá

Eu ouço o que descrevo e escrevo
Meus longilíneos versos afinados
Mas um regente anuncia enfadado:
Mude o poema desse ritmo allegro!”

Compassiva, presto-me a alterar
O movimento pautado, mas ao largo
Solo passione é o que sonata o meu poema
Serra Serata em um adágio ensolarado!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cris Dakinis - Homenageada de junho no Blog POESIARTE: Muito obrigada!


















Manifesto a honra por ter sido homenageada como a poeta de junho no Blog Poesiarte __ Obrigada!
Convido meus Amigos a visitarem o blog através deste link e comentarem o meu poema IDEIAS AO VENTO (do livro Por Arte de Magia). Segue o link:
http://poesiarte.blogspot.com/2010/06/destaque-poesiarte-de-junho.html

*Divulgue e comente! Muito obrigada! Cris :)

terça-feira, 8 de junho de 2010

A terra dor



















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Há muito, fazemos pouco de ti
Porque mãe
A Terra envolta
Que cede
Seu fruto
Seu tudo
Seu meio
A vida
Os seios nutrindo...
Há pouco, fazemos algo por ti
Porque mãe
A Terra de volta
Que sede
De fruto
De tudo
De meio
A vida?
Os seios secando...
Agora, fazemos poemas pra ti
Porque mãe
A Terra revolta
Que treme
Sem fruto
Sem nada
Sem meio
A vida?
Os seios aguando degelo...
É tempo de fazermos tudo por ti
Porque mãe
Idosa e febril
Calor imaternal
Da natureza morta
Reconstruirmos a fonte
Nosso eco de eras
A Terra dor?
Filhos desnaturados...

* Cris Dakinis

Sirvo-me do acervo






















Uma pausa
A manhã passou
e antes que seja tarde,
ora, é hora de almoçar!
Uma caminhada saudável e
adiante, a aguardada iguaria:
variada, leve... Levo!
Levo os livros e leio livre...
Alguém chega e compartilha
a mesa comigo, em meio a folheados.
Aprecio o acompanhamento e
sirvo-me de boa pedida
Muito crônica
Meio poética
É de novelas!
Nem te conto...
Se eu me descuido, ela rende!
Perigo é desandar...
Sobre mesas alheias, folheados variados
A biblioteca é o meu café
rápido, imprescindível, habitual
prazeroso, aromático, intelectual
Agora, a hora de ir embora
Levo o lido acolhido
Volto sempre!
Sirvo-me da farta variedade...
Sirvo-me do acervo!
Apuro meu paladar diário
no mesmo horário...
Quisera eu ser o bibliotecário!

*Cris Dakinis

23ª Noite Nacional de Poesia 2010

ROTINA DE UM CAIÇARA - Cris Dakinis













Arte gráfica do poema elaborada por Heloisa Galves



Disposto, o caiçara chega da lida
Seus pés marinados na água salgada
Tá rico! Deu conta da eterna jornada
Os dias de pesca é a rotina da vida

Em casa, a família espera com fome
Os filhos acodem e estendem a rede
Cai a chuva então: ói água pra sede!
O povo de casa se orgulha do nome

Desse pai caiçara, que dia a dia
Traz gosto, comida; traz o ganha pão
A mãe tá contente aguando a pia
Repleta de peixes pra trazer o tostão
Mais tarde, vai ele pra feira na praça
Os peixes regados são frescos do dia
Contente, o caiçara no seu dia a dia
Ao fundo, a lagoa: a fonte da graça!

Lá vem temporal! Pra casa então...
Em casa, o caiçara encontra os seus
Filhos festejando o banho dos céus
Patroa lavando o chão com sabão

Madruga com vento assanha a lagoa
Em pouco, o caiçara sairá pra pescar
Toma o seu café e um tasco de broa
Tá novo pra lida nas águas do mar

*Cris Dakinis

4º lugar na XXIII Noite Nacional da Poesia (UBE/MS/ maio 2010)

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

POEMA NO ÔNIBUS - GRAVATAÍ/ RS 2010 - Cris Dakinis












Dois poemas classificados pelo Concurso POEMA NO ÔNIBUS, promovido pela FUNDARC Gravataí/RS: "AOS DISTRAÍDOS" E "AOS FESTIVOS!"



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AOS FESTIVOS!

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vinhovinhovinho
vinhovinho
tinto
tinto
tinto
tinto
dededededede
mesamesamesamesamesa
mesamesamesamesamesa

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AOS DISTRAÍDOS!
A poesia do dia
Amanhece cedo
Ergue as cortinas e
Toma sol na calçada

Acorda numa revoada
De sanhaços ao vento
Porque a poesia é sonora
Ela nasce en-cantada

Só os incautos ouvem
A poesia do dia...
Distraídos que estão
Do seu diário ganha pão

* Cris Dakinis