terça-feira, 23 de outubro de 2018

Baunilha


Foto: Tainara Silva


Leite morno,
amido de milho,
cheiro doce de baunilha,
canela e cravo-da-índia
em açucarado caldeirão
sobre a boca do fogão.
A colher de pau
passeia, rodopia,
brinca de amarelinha,
 volteia no  mingau...
E a memória da criança
prepara o creme de aromas
sem receita,
de lembrança.

(Poema Classificado no Festival de Poesia do SESC Cornélio Procópio / PR, 2018)
*Cris Dakinis

Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

II PRÊMIO DE POESIA SPA - 2018 - PRORROGADO ATÉ 6 (SEIS) DE OUTUBRO


Ilustração: Thiago Ruivaco Aguiar

II PRÊMIO DE POESIA SPA - 2018
Regulamento do Concurso:

Categoria: Poesia - versos livres, haicais, trovas, sonetos ou outras formas, desde que a extensão seja de até 15 versos (linhas). Cada participante poderá concorrer somente com um poema de sua autoria, sem exigência de ineditismo.  Os poemas devem ser apresentados em língua portuguesa.

Tema: Amizade

Modalidades:
Adulto - a partir de 18 anos
Infantojuvenil - de 10 a 18 anos

Categorias:
Regional – para os participantes da Região dos Lagos / RJ
Geral - para os participantes de outras localidades

Nota: serão excluídos da competição os poemas com mais de 15 versos ou que não sigam o tema indicado. Podem concorrer poetas de qualquer nacionalidade em todo o território nacional ou do exterior, brasileiros ou não, sendo dessa forma, internacional a presente edição do concurso.

 A categoria regional foi criada, dirigida exclusivamente aos poetas da Região dos Lagos: São Pedro da Aldeia, Araruama, Cabo Frio, Iguaba, Armação de Búzios, Arraial do Cabo e adjacências, cujo código de prefixo telefônico de localidade seja 22
***. 
Aditamento do edital: Devido ao reduzido número de inscrições de poetas locais, as modalidades Adulto e Infantojuvenil da Categoria Regional serão avaliadas em conjunto, gerando uma Classificação Regional única.
***
Premiação: Medalhas do primeiro ao terceiro classificados em cada Modalidade e Categoria. Publicação dos poemas na página www.crisdakinis.com Os autores dos poemas classificados do quarto ao quinto lugar poderão ter os seus poemas publicados nessa mesma página. Os autores que conquistarem do primeiro ao terceiro lugares serão publicados em livro coletânea de poemas pela Editora Jogo de Palavras, que se propôs a incentivar este projeto, com apoio do escritor João Paulo Hergesel. A cerimônia de premiação está prevista para o ano de 2019, em data a ser divulgada. 

* O Prêmio de Poesia SPA não cobra nenhuma taxa dos participantes que enviarem seu trabalho, seja para avaliação, para envio de premiação, ou outras quaisquer referente ao incentivo poético e cultural que promove. 

A inscrição no prêmio implica o consentimento de divulgação do nome dos participantes classificados e de seus trabalhos premiados pela organização do concurso na internet e em outros meios de comunicação. (até o dia 30/09 foram computadas 500 inscrições válidas).

Não serão admitidos a concurso poemas com teor ofensivo ou discriminatório. Os autores ou seus representantes legais assumem a autoria dos poemas enviados, eximindo a coordenação do concurso de qualquer responsabilidade quanto a plágios.

ATENÇÃO:
Os poemas deverão ser apresentados em fonte 14 (tamanho da letra), com espaçamento simples, DIGITADOS NO CORPO DO E-MAIL. Não serão recebidos poemas anexados, nem com links para drive / nuvem, independente do formato.

 As inscrições serão recebidas de 16/05/2018 a 03/10 através de envio da obra e do formulário de inscrição para o e-mail premiodepoesiaspa@gmail.com

O Formulário de inscrição deverá ser elaborado pelo candidato e digitado no corpo do e-mail (não anexado), contendo os seguintes dados: nome do poema, nome completo do autor, pseudônimo escolhido, Categoria e Modalidade em que concorre, data de nascimento, idade, RG ou CPF do autor ou de seu responsável legal para a modalidade infantojuvenil, e-mail, endereço completo, número de telefone, profissão (se houver) e breve currículo literário do autor (até três linhas – não obrigatório).

O recebimento da inscrição será feito exclusivamente por e-mail. O campo assunto do e-mail deverá ser II Prêmio de Poesia SPA.

A seleção dos poemas classificados está prevista para realização ao longo dos meses de outubro e novembro, e a divulgação do resultado para dezembro de 2018. 

O II Prêmio de Poesia SPA não possui fins lucrativos e se exime de qualquer indenização pecuniária aos participantes.

A participação neste concurso implica a plena aceitação das normas deste edital.

Organização e idealização: Cris Dakinis / Ana Cristina Mendes Gomes.

* Este Prêmio recebe o apoio da Prefeitura de São Pedro da Aldeia, através da Secretaria de Cultura; e recebe incentivo de publicação pela Editora Jogo de Palavras, com a chancela do escritor João Paulo Meira Hergesel, vencedor do Prêmio de Literatura Infantil Barco a Vapor de 2018.

****
Foram recebidas 563 inscrições no total. O resultado da classificação do II PRÊMIO DE POESIA SPA será divulgado em dezembro de 2018, e a premiação se dará ao longo do primeiro semestre de 2019.


Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

Entrevista na rádio Aldeia FM

Entrevistada pela jornalista Anne Figueiredo da rádio Aldeia FM, uma manhã cultural no programa Sala de Visita, com artistas aldeenses: escritores e músicos.




Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

Classificação para o Prêmio SESC INFANTIL MONTEIRO LOBATO, com "Um conto do Rio Amazonas"

Feliz pela quarta história infantil, que ao longo de dez anos, classifiquei no Prêmio Monteiro Lobato 2018, SESC Brasília / DF, e em companhia de grandes colegas e talentos de nossa escrita atual.

https://sescdf.com.br/sesc-divulga-resultado-dos-premios-culturais-2018/



Amores


Foto: Cris Dakinis



Herança materna, 
seus cabelos de noite luzidia
escapam pelas beiras do lenço de seda púrpura,
presente de um jovem aos dezesseis. 

Os brincos de pérolas brancas do primeiro rito 
dormem no antigo porta-joias
com foto de mãe e filha na tampa.

Suas mãos se aquecem 
para massagear o corpo com óleo de capim-limão e baunilha,
receita doce da avó... 

Ela adentra a banheira morna e imensa, 
legado do segundo marido, 
e segundo ele, uma intensa prova de amor. 
Enfim, ela despe seu roupão de banho nos braços do amado 
que celebra seus setenta e cinco anos...

Ela assopra as velas aromáticas, 
e eles contam os amores da vida nas chamas acesas...

*Cris Dakinis


(Classificação para o Concurso Literário da UNISO, Universidade de Sorocaba 2018, com o poema Amores)

Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

Capítulos


(Participação na Revista Cabeça Ativa de tema: Livros )


Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Artista do amor


Foto: Cris Dakinis


Nem tudo são flores,
há céu e chão,
fome e pão,
há “sim e não” nos caminhos dela...
E tantas as dores, os males no mundo...
Mas além surge um alguém
que faz sol e que dá flor,
que é mãe, artista do amor.
Ela recolhe a chuva densa
quando inunda nosso colo
e seca o sal desse solo,
tosa, livra-nos de espinhos,
e reconstrói todo o jardim.
Uma jardineira amiga,
feminina maga das cores,
que torna tudo novas flores, 
a arte dela é assim:
é anjo, é canção, é querubim.

(III Concurso Literário “Maria Mariá” - Primeiro lugar em poesia livre; Academia de Letras de Maringá - Feira Literária de Maringá 2018)

* Cris Dakinis

Pavilhão Literário Cultural Singrando Horizontes: III Concurso Literário “Maria Mariá” (Resultado Fi...: premiados em ordem alfabética A - POEMAS LIVRES Amélia Marciolina Raposo da Luz  Pirapetinga – MG Bordadeiras Ana Cristin...

Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Malvina

Foto: Museu de Nova York

Sem velas pra queimar
Cem velas ela acendera
Arderam por seu amor
Um jovem pescador
Que sequer a conheceu
Treze flores ressecadas
Sete cores desbotadas
Malvina construiu um castelo
Num nebuloso e etéreo altar
Guardou a Lua Negra na noite
Até o astro inteiro inchar
Para dourar o seu caminho
Cantou o vento do Norte
Viajando pelos “cumulus”
Do passado fez recorte
Lançou fora as correntes
E seus adornos de sementes
Voou pela tempestade
Rojões de trovoadas, raios de sina!
Malvina sem um amor de verdade...
Malvina banhada de lavanda
Da suíte com varanda
De frente pro mar
Fez sua única maldade:
Malvina adoçou o mar...!

(Poema Classificado com Menção Honrosa No I Prêmio Sérgio Farina / RS. 2011)

*Cris Dakinis

Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Janelas ao vento


Fotos: *Cris Dakinis

Areia e cheiro de mar
no rastro da soleira
de tua porta.

Fadiga
das janelas ao vento,
abandonadas
a desbotar
o azul das venezianas,
tatuando a parede
antes florida, antes viva.

O sol cai por detrás
das telhas mornas,
e há ainda tanta presença de vida...
Porém ninguém me atende mais
chamar ao portão.

*Cris Dakinis

(Poema finalista do Prêmio Augusto dos Anjos, Leopoldina / MG - 2017)
Troféu caneca personalizada, presente da declamadora Neuza Manca

Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

Em algum lugar do Passado - micro conto do livro Mania de Grandeza, Cris Dakinis

                                            Capa do DVD                                                                                                                                                           Capa do livro: ilustração de Thiago Ruivaco Aguiar

Em algum lugar do passado
No lago, ao som de Rachmaninoff, a bela dama contemplava o jovem escritor a remar contra o tempo para reencontrá-la eternamente.
*Cris Dakinis

(mini conto do livro Mania de grandeza, 3º lugar np Prêmio Miau em livro de prosa, Ed. Livros Costelas Felinas,2018)

Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.

Elipse - Cris Dakinis


Elipse

Segue qual folha seca pelo vento
Sem rumo ou meta, pensa no agora
Galga desníveis pelo mundo afora

Vive ilusão e arroubos do momento
Drummond versou José no sofrimento
E o tolo? Esse finge que lhe aflora
Um fardo nobre, o lúgubre lamento
E a fantasia de quem também chora

Mas a verdade é que o mundo real
Não presenteia o tolo em pantomima
E descortina a farsa teatral...

Desentendendo o que o mundo ensina
O seu trajeto faz-se todo igual
E a sua roda gira a mesma sina...

(soneto do livro Adágio Ensolarado)

Tardes de abril

foto: Getimage



Enquanto a lagoa desenha

a estampa sonora

da revoada de passarinhos

de volta aos ninhos,

eu flerto com o entardecer

posto que nos sintonizamos

com as árvores barulhentas

e o aroma das folhas verdes

na orla salgada e úmida...

Há um ritual pagão 

nas tardes de abril: 

a areia perdendo o bronze 

o horizonte ganhando lume 

o vento morno e moroso 

a chuva por acontecer... 

Uma coruja antecipa o anoitecer 

no teto baixo da nuvem fria, 

o silêncio dorme em cada ninho, 

e eu retomo o meu caminho.


*Cris Dakinis

Telas


A mesa da cozinha
exibe uma janela
na tela...


Plágio da vista 

lá fora agora.

No moinho, as pétalas
da margarida colorida
aquarela o céu azul,
a serra verde limão,
o sal branco no chão,
seu miolo é o sol,
obra de Thiago e Carol.
E eu só vejo São Pedro da Adeia
hasteando a bandeira brasileira.


*Cris Dakinis

Perfume de outono



O cheiro ativo de ameixa,
chá, laranja, baunilha e mel
desce os degraus de madeira,

atravessa a soleira úmida
e debruça-se à janela nublada,
sob telhas salgadas de areia...
Ignoro flores,
sem jasmim,
sem carmim,
sem jardim,
sem canteiro...
Deixo o chuveiro,
e preguiçosamente fresca,
visto o aroma frutal
de um amanhecer outonal.


*Cris Dakinis

Na noite de Diamantina


Recebo a foto
de uma igrejinha
histórica, relíquia mineira...

É a imagem noturna
de uma grande pequenina
debaixo de um céu cobalto
onde luzes de lampiões
flutuam como velas acesas
ao redor, em adoração.

Eu adivinho
a lua a espiar lá de cima,
ansiosa por ser ela a pérola
desta caixinha de joias
que cintila silenciosa,
humilde e luminosa
na noite de Diamantina.

*Cris Dakinis

De flores e anjos - Cris Dakinis


De flores e anjos

Nem tudo são flores,

há céu e chão,

fome e pão,

sim e não,

e dores, males no mundo

a cultivar o próprio umbigo.

Mas além surge um alguém

que faz sol e que dá flor,

e recolhe a chuva densa

que inundava nosso colo.

Que seca o sal desse solo,

tosa, livra-nos de espinhos,

e reconstrói o jardim.

É amigo se for assim,

quando tudo são novas flores,

é anjo, é canção, é querubim.

Cris Dakinis

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

CERIMÔNIA DO I PRÊMIO NACIONAL DE POESIA - SPA, 2017 - TROFÉU AGENOR SANTOS / CIDADE 400 ANOS

Muita emoção e um sucesso absoluto. A cerimônia de premiação em São Pedro da Aldeia, dia 16 de dezembro de 2017 contemplou 21 poetas de diversas idades a nível nacional. Os que não puderam comparecer enviaram seus vídeos de saudação ao público festivo, que foram exibidos no telão do Cine Estação. Houve declamação, entrega de medalhas, certificados e troféus. O Prêmio recebeu o apoio da Prefeitura de São Pedro da Aldeia, através da Secretaria de Cultura, contando ainda com a colaboração da Editora Costelas Felinas, Ruivaco Produções Artísticas, Cruz Vermelha Brasileira de SPA, sendo um projeto idealizado e coordenado por Cris Dakinis.









Plágio é crime. Respeite os direitos autorais, mencionando os créditos de autoria.