domingo, 8 de janeiro de 2012
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Muito obrigada a você, leitor amigo que segue o meu blog! :)
Soneto "Cris Dakinis" por Reginaldo Costa Albuquerque

Cris Dakinis
Em sábia brincadeira um deus risonho,
maravilhado lendo o teu anseio,
abriu tua alma inteira para o sonho.
O teu olhar no azul se espalha em cheio...
Com as letras inventaste um ser bisonho,
que ao toque do estro não mais passa alheio
e ecoa nestes versos que componho.
Com ele buscas outros ideais,
novo sentido às coisas deste mundo,
um ramo de sanhaços nos quintais...
Por arte de magia, aplauso em bis:
nasceste Ana e, no mesmo áureo segundo,
sopra velas também, Cris Dakinis.
domingo, 18 de dezembro de 2011
LACUNA por Cris Dakinis

LACUNA
Café amargo,
vidraça descortinada,
jardineira deserta...
Onde
o sabor,
o aconchego,
a flor?
A cama arrumada,
a canção errada,
o espelho sem batom...
Onde
o amor,
a lembrança,
a cor?
Nossa antiga foto,
de carícias, emoldurada,
colhi e poli com esmero...
Onde?
À entrada da casa...
Sentindo desespero...
Sem ti, eu espero...
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
PONTUAL por Tatiana Alves

PONTUAL
Fui criada para ponto
Ponto em cruz
Ponto de bala
Cozinha e costura: relógio de ponto
E eu me mantinha trancada.
Um dia eu ouvi um ponto
Ponto riscado
Ponto cantado
E a pomba marcou ponto em minha vida-encruzilhada.
Hoje não dou ponto sem nó
E, botando os pontos nos ii,
Ponho o ponto final.
Saio bem tarde
Camuflando a cicatriz dos pontos que levei.
Vou pra vida
Vou pra esquina
Onde à noite faço ponto.
* Tatiana Alves
(Poema classificado em 46º FEMUP/PR/Troféu Barriguda; Prêmio Digit-AL Letras no Palco; APPERJ/RJ; ACE/Canoas/RS; FESTPOESIA VARGINHA/MG – todos em 2011)
Profecia por Cris Dakinis

PROFECIA
Pautas azuis acordam teus compassos,
Que antes dormiam noite em demasia...
Agora, o meu sorriso acaricia
Teus lindos versos pares em abraços!
Há um trilhar purpúreo em teus passos
De tanta sombra, a alma se enfastia!
Meus olhos bebem desta profecia
E entornam vida às flores em teus braços
Conta comigo, sempre, a qualquer tempo...
Basta acessar, que atendo ao teu chamado,
Quando me evocas em teu pensamento...
O leme deste barco te foi dado...
Estende as velas e aproveita o vento
Cruza o portal que te é predestinado!
* Cris Dakinis
(Soneto medalha de bronze na ALAP/RJ/2011)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
A escritora Jussára Godinho com os troféus da Academia de Caxias do Sul/ RS
terça-feira, 29 de novembro de 2011
DESCALÇA por Henriette Effenberger

DESCALÇA
Quando meus medos me abandonaram,
minha alma descalça pisou cacos de saudade
e meus pés feridos sangraram angústias inúteis.
Foi então que a vida me encontrou.
Devolvi a capa de sonhos,
o par de óculos azuis, os anéis, as alianças,
as luvas que guardaram afagos...
Vencidos os moinhos de vento,
despi a armadura enferrujada,
prendi Rocinante à linha do horizonte
e parti.
(Henriette Effenberger)
sábado, 5 de novembro de 2011
"NOSSA CASA" Por Cris Dakinis

"Nossa Casa" (Procura-se um mundo), dentre os trinta poemas selecionados para integrar o poemário bilingue português / espanhol do Movimento aBrace Cultura 2010.E Menção Honrosa no Concurso Literário Academia de Letras de Nordestina 2011.
Procura-se um mundo
Que tenha sossego
Um meio sem medo
Pra gente de paz
Lugar de aluguel
Um espaço com céu
Azul de verão
Onde meu irmão
Encontre um quarto
De felicidade
Em qualquer cidade
Mas pode ser mais:
Dois quartos de vida
Toda colorida
De doces sorrisos
Pra que a avareza?
Excluam a pobreza
Aumentem o jardim
Com flores carmim
Ao longo da rua
Beijada de lua
Procura-se um mundo
De amor, sem demora...
Que passa da hora
De arrumar a casa.
(* Cris Dakinis)
terça-feira, 25 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Ao lado, e-book do livro de poesia "AOS DISTRAÍDOS!" de Cris Dakinis - download grátis :)
AOS DISTRAÍDOS!
*Prefácio de Tatiana Alves.
**Notas de Pedro Du Bois e Éder Rodrigues.
***Arte da capa por João Pedro, 8 anos, filho da autora.
Exemplares impressos esgotados, então, baixe a versão digital, em e-book, nesta página!
:)
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
UMA VALSA EM TONS DE BLUES por Cris Dakinis

Teus olhos nos meus...
São liras do céu
Carícias do mel
Favores de Deus...
Meus olhos nos teus...
Têm gosto de mar
Sabor de luar
São Hera e Zeus...
Em nosso encontro
Não exist e adeus:
Meus olhos veem nos teus
Teus olho s veem nos meus.
Dois espelhos sorrindo luz:
São reflexos de fantasia
Nosso aroma de poesia
Uma valsa em tons de blues.
TOC 140 Fliporto digital - meu Tweetpoema selecionado na segunda etapa: "AOS DISTRAÍDOS!"
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
ARGILA por Raul de Leôni

Nascemos um para o outro, dessa argila
De que são feitas as criaturas raras;
Tens legendas pagãs na carnes claras
E eu tenho a alma dos faunos na pupila...
Às belezas heróicas te comparas
E em mim a luz olímpica cintila,
Gritam em nós todas as nobres taras
Daquela Grécia esplêndida e tranqüila...
É tanta a glória que nos encaminha
Em nosso amor de seleção, profundo,
Que (ouço de longe o oráculo de Elêusis),
Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo,
E do teu ventre nasceriam deuses...
DO AMAR Por Ruy Villani

Amar, gostar, desejar. Essas coisas se confundem.
Eu prefiro o termo “”bem querer”.
O amar pode implicar em alguma sexualidade implícita.
Daí quando digo que amo meus amigos, posso ser visto por olhares tortos de punks ou skinheads e ser espancado até a morte.
Se te quero bem, a coisa assume uma outra forma retórica. Claro que te amo e portanto, desejo a você todo o bem do mundo.
Amo sim, amigos, amigas do sexo feminino com quem nunca terei nem imaginei intercurso sexual (com algumas sim, mas deixa isso pra lá).
O amar é um querer bem sem regras, sem limites ou limitações. Amar, querer bem é a melhor das lições.
Amar o amigo mala, o chato que te desafia a paciência, o que conhece ciência e nada tem de humanidade, a gente ama à vontade e só sofre quando o amigo chato se vai. Aí sentimos a sua falta.
(Ruy Villani)
terça-feira, 20 de setembro de 2011
SONHOS DE POETA Por Cris Dakinis

SONHOS DE POETA
Nas linhas de minha mão
Não há segredo
Só enredo
Também não há mistério
Elas são bem fofoqueiras, isto sim!
Minhas linhas são exibidas...
Revelam disto, daquilo e daquele
Leituras várias:
Prós e contrárias
É em versos que me vêm as linhas da mão!
Chegam transportados por caladas sensações
Pegam caronas com contornáveis alucinações
E palmilham as lacunas de minha digitação
Minhas linhas desenham afeto!
Versam de pranto e riso; fato e fantasia
Delatam dúvida e certeza; paz e agonia
São linhas de indefinido trajeto
As linhas de minha vão longe...
Ponto de partida sem meta
As linhas de minha mão...
Registram sonhos de poeta!
(* Cris Dakinis, livro: "Aos Distraídos!")
sábado, 17 de setembro de 2011
UM POEMA EM CADA ÁRVORE / Marcelo Rocha - VEJAM QUE IDEIA MAIS LINDA!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011
O PESCADOR NOBRE E A RELES DAMA - Por Cris Dakinis
O PESCADOR NOBRE E A RELES DAMA
O rijo mastro sustenta insistente ...
a vela que treme, que voa, que sente
Há harmonia em todo o conjunto ...
Não separo, nem paro: ajunto !
Ouvindo o bater da água salgada
Barulha a sua sede ...
Mergulha a minha rede ...
Sinto-me voar: toda alagada !
No alto, eu vela tremendo
Se outra, jazia ardendo ...
Sou eu! Então velo gemendo
no colo do barco: me tendo !
O sol se põe a seu tempo
E a lua aparece tão bela
Tão só que sinto dó dela
Mas o barco tem ela: a vela !
E a vela tem o mastro que a prende
Meu vestido amassado e molhado
Do mar manso, quente e cansado
Sento-me atada ao porto: suado !
O lucro é líquido que nele derrama
Hum... mar maroto servindo de cama
Ao barco, à vela, ao casal que se ama:
o pescador nobre e a reles dama !
(Faz parte do livro POR ARTE DE MAGIA)
ESCRITORA TATIANA ALVES LANÇA LIVROS DE CONTOS NA BIENAL RJ/2011: "SIMULACRUM" e "FESTIM"


Eu fui no lançamento (do SIMULACRUM) e batemos estas foto aí, que não consigo formatar para ficar abaixo da notícia principal!
Vale destacar o belíssimo sarau de poesias com declamação de vários poetas, inclusive Tatiana Alves e o mais que talentoso declamador e ator PRIMITIVO PAES. Foi um enorme prazer conhecê-lo pessoalmente!
CORAÇÃO SEMPRE ABERTO - Por Catarina Maul (poema escrito) e Grazi Araújo (poema-foto)

Há dois espaços vagos no mundo
Onde somente os que amam se encontram
Mesmo que ainda não se amem, um ao outro...
Mesmo que ainda não se tenham descoberto
quando acontecer do destino acertar
o lugar reservado está pronto, está certo
vago para quem conservar
o coração sempre aberto.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
SINA DE SOLO Por Cris Dakinis
Sossego agora
Sigo-te sempre...
Eu depo
São duas horas...
Engulo em seco a saliva insípida.
Nesta saudade surda,
o sono sobra e assopra só pra mim:
A sua sina!
“Eu assassina?”
Sou somente a sobra dessa ausência.
Ensaio o ciciar:
Do solo
Selando-te
Eu desolada?
Calma, contida; farsa consentida
Da sábia saída soa um nada:
A sete chaves...
São sete palmos...
Às sete horas, a homenagem:
um minuto de silêncio... teu!
Teu silêncio já é eterno...
O meu também.
(*Cris Dakinis - do livro "Aos Distraídos!" / 2010)
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Cris Dakinis na TV Vila Imperial, canal 19 / Petrópolis - Programa BEM CULTURAL em 28/07/11

Dia 28/07/2011, o Programa Bem Cultural da TV Vila Imperial, canal 19, de Petrópolis, recebeu os poetas vencedores dos concursos de poesia do Centenário do Clube Petropolitano e da Bauernfest, Cris Dakinis (São Pedro de Aldeia) e Lasana Lukata (São João do Meriti).
NA ENTREVISTA, MENCIONEI O GRUPO DE MODERADORES DA COMUNIDADE LITERÁRIA DO ORKUT: CONCURSOS LITERÁRIOS E O TRABALHO QUE TODOS NÓS TODOS COMPARTILHAMOS ALI, INCLUINDO O BLOG DE RODRIGO DOMIT.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
PORQUE ESCREVO... por Catarina Maul

PORQUE ESCREVO...
Não escrevo para ilustrar desejos
ou criar metáforas,
tampouco escrevo para expor a alma,
vontades secretas, riso, calma.
Não escrevo para acordar os sonhos,
limitar quereres
ou rimar sorrisos.
Até porque, mortal, desejo o paraíso.
Não escrevo para promover abismos,
traduzir tristezas,
completar loucuras, destinos,
nem mesmo quero colher desatinos.
Escrevo porque sou poeta
e da caneta escorre
o sangue da emoção.
Escrevo porque a pena pede
o desenhar corrido,
o verso expresso da ilusão.
Escrevo porque a vida quer
o sonho, o amor, a pausa,
implora-me o verso,
o choro breve,
o riso largo,
todo o mar de cor imerso.
Escrevo porque falo assim,
sinto palavras, sonho letra
vivo a força do vocábulo.
Escrevo porque sou poeta
e se não gritar em versos
surto, morro... calo!
* Catarina Maul
sábado, 9 de julho de 2011
A PESSOA por Paulo Franco

A PESSOA
Em minhas lágrimas,
relativamente sujas,
estão as incertezas
de uma alma contraditória
e incompartilhável.
Trago no meu coração
o ópio das horas.
Indiferente a quase tudo
atormento-me
com a simples futilidade metafísica
dos que passam ao meu redor.
Imaginar que no dia seguinte
seguirei vivo
traz a insônia necessária
ao que quero compor.
Seria tão fácil se eu fosse os outros.
Dentro de mim, múltiplo,
a traição é sigilosa.
Do outro lado da minha janela
inúmeros donos de tabacaria
riem-se de mim
que não me sinto pessoa.
A ordem civil me transformou em nada.
Sintetizado em cumpridor de obrigações,
sem sensação nenhuma de vida,
desarmonizo-me
meio a uma harmonia falsa.
O universo se reconstruiria
em ideal de esperança
se o sorriso dos que passam
do outro lado da minha rua
não fosse
As tabacarias quase não existem mais,
mas os poetas são os mesmos
e se multiplicam em cruzes
que demarcam milenares aflições.
O pássaro que avisto no horizonte
é irreal.
Melhor não ver
o que a parede do imaginário
Acreditar que a vida
arrasta o destino das coisas
é ceder ao medo do invisível
e ir às representações
que amenizam nossos crimes inafiançáveis
e perfeitos.
Paulo Franco
(do livro: "A Quarta Parede")











