quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Liquidado





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Segundo lugar (medalha de prata) no CONCURSO FRANCISCO LUZIA NETTO / AMPARO/SP com a crônica: LIQUIDADO/ visite: http://www.elianadagmar.com.br/noticias.php?nid=314
leia a crônica LIQUIDADO aqui também:



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Meus netos apreciam os relatos de meu passado. Os filhos ainda se lembram, vagamente, de passeios pela orla marítima com o sol a lhes arder as faces. Faz tempo! Restou o solo morto e a noite infinda. Acham-me um ser meio alienígena por eu ter ultrapassado meus oitenta anos de vida. Ora, viver 80 anos sempre foi considerado como um trajeto de vida longa, mas atualmente sabe-se que é cada vez mais raro um ser humano viver tanto... Tenho um bisneto que já nasceu com cara de idoso, cheio de rugas __ é o normal agora. Não são tenras rugas características dos antigos recém-nascidos, mas resultantes desta desidratação latente. Eu não me conformo com as rugas rígidas e vincadas que as crianças carregam pela vida adiante, mas a família parece não se dar conta dessa discrepância e diz que o bebê se parece com o bisavô, que se parece comigo! Lamentável...
Há quarenta anos a gente pensava que poderia faltar água pra beber. Faltou pra tudo! Restam ainda amostras que são analisadas por cientistas, mas até quando viveremos assim? Indefinidamente, creio eu. Nossos hábitos mudaram tanto... Ao acordarmos, dizemos “boa noite”, pois é à noite que passamos a maior parte do tempo acordados. O dia escaldante de sol serve para dormirmos, quando nos fechamos em nossos ambientes climatizados. Os lares mudaram. Não há mais animais de estimação: eles sujariam a casa e a higienização custa bem caro. Sem água, perdemos o hábito de beber... Quem no passado imaginaria isso? Que bastaria nos acostumarmos a não sentir sede à custa de remédios. Só os velhos, como eu, os chamam de remédios! Os mais jovens chamam-nos “soluções”. Nada há de solúvel nas soluções, que são emplastros adesivos aderentes à superfície da pele. Há “solução” para a sede, para o banho e para uma infinidade de outras necessidades, mas volto ao assunto da água... __ Sinto saudades... Relembro copos, xícaras, mangueiras, seringas, chuveiros... Tudo parte de um passado recente.
Nosso organismo foi se adaptando à umidade absorvida pela respiração. De onde vem esta umidade? Uns dizem ser da transpiração; outros, que ela vem da chuva constante, fina e fedorenta que cai eterna. Não é água que chove, é uma chuva fina e espalhada, como poeira. Nada vive dela: nem nós! Eu e minhas lembranças... Transformei-me num ser noturno e nostálgico de minha antiga Terra e nada há de romântico nisso.
Os bebês... Eles não são mais carregados na barriga das mães. Nada de bolsa d’água! Eu fico pasmo com as mães modernas, que se enojam ao saber que antigamente seriam obrigadas a “aturar” o parto normal, os fluidos, os líquidos, o sêmen da vida! Elas sentem-se “confortáveis” por não menstruarem... __ Que vida! Conseguimos transformar nosso corpo humano de 70% de água para 30%. Invertemos nossa química. Roupas e sapatos são higienizados e “lavar” é verbo em desuso. Nossos rins são limitadíssimos e nem sei por que as crianças ainda nascem com eles. Nosso sangue depende de químicas, das tais “soluções” anticoagulantes. E é por isso que estou estarrecido com esta notícia aqui no jornal... Muitas delas são estarrecedoras __ é de praxe __, no entanto essa me chocou sobremaneira!
Leio e releio desacreditando: Um grupo de pesquisadores encontrou no caminho do Pico da Neblina uma fonte suspeita e atípica. Tal fonte era de água terrena antiga, embora impura e não potável. Continuo ávido em minha leitura para saber o que aconteceu com a água descoberta na fonte. Lamenta-se a intoxicação de dois jovens cientistas, membros da expedição, que por terem respirado dos vapores da água natural (é assim que denominamos a antiga água terrena, mais ou menos, como falávamos sobre a Era Medieval quando eu era jovem). A matéria relata que um dos cientistas entrou em coma e não resistiu à concentração de água natural e faleceu em menos de doze horas, apesar dos socorros imediatos e do tratamento intensivo de desidratação por que passou. A sonda (veículo) da expedição foi inutilizada, pois a umidade danificou o material por completo. Um alerta foi dado às Forças Armadas para que auxiliassem o aterro do local insalubre, de forma que toda a água natural fosse extinta do manancial encontrado. Uma nota do Superintendente de Controle Ambiental tranquiliza a população de que não há motivos para pânico, pois semelhante acidente ambiental é improvável de se repetir.
Sinto falta de umidade, da antiga umidade. Procuro uma solução... “Estava aqui há pouco tempo! Onde eu a deixei?” Uma ideia me surge e eu a acolho como quem acolhe um pombo mundano, sujo e desvalido. Desço até o terceiro andar (normalmente, vive-se no subsolo e o primeiro andar é o da superfície), sigo por um corredor até alcançar as escadas para o armário de guardados. Encontro velhos guarda-chuvas, livros feitos de papel, fotos (também de papel), remexo mais um pouco e encontro vinis, cestos de palha artesanais... Mas onde? Procuro e acho! Tão velha a garrafinha de água mineral gasosa francesa, coisa fina, que ganhei da chefe do departamento onde eu trabalhava. Ela é tão antiga quanto minha aposentadoria. A água decerto perdeu suas qualidades, ou evaporou em parte, que importa? Decido levá-la comigo ao meu quarto. Evito aspirar a umidade climatizada dos corredores, forçando-me a uma sede saudosa. Chego ao quarto, pego o jornal e relanceio a matéria sobre o Pico da Neblina... Lágrimas não me vêm aos olhos faz tempo! Sinto tontura e muita, mas muita vontade de chorar. Sou um ancestral de 80 anos de idade que quer algo natural, nem que seja a própria morte natural... “Isso!”. Destampo a garrafa. Ela ainda tem água, pouca, mas tem. A garrafa vazia... Eu cheio de líquido, água e vida. É noite...

*Cris Dakinis

terça-feira, 24 de novembro de 2009

EM NOVEMBRO DE 2009 - Prêmio EDUFF



Imagem: Geraldo Trombin

Dentre os Finalistas do PRÊMIO UFF DE LITERATURA/ 2009, na categoria POESIA.
Tema: UM DIA, UMA NOITE... PARIS

Menção Honrosa com o poema; "Um dia, uma noite, Paris..."


Da paleta o pincel traz a cor
Mirlitons nas mãos do pintor
Um monet, um chateau, um amor
Pra você: Um dia, uma noite... Paris

Rouge o vermelho vivo-coeur
Na noite com as mademoiselles
Garçon, foie gras e vinho Beaujolais
Pra mim: Um dia, uma noite... Paris

Deixei o chambre de cetim vison
Despi meu corselet com laise chiffon
Laissez-faire, mon amour, mais frisson
Pra nós: Um dia, uma noite... Paris

Em Nice, o charme da Côte d’Azur
À moda de Búzios da Brigitte Bardot
Uh la La! Meu querido Depardieu
Champagne: Um dia, uma noite... Paris

Um dia, Dior, Guerlain, Cacharel
Uma noite, estrelas do topo da Eiffel
Pela Rive Gauche em scarpins Chanel
Pra sempre: Paris, uma lua de mel...

*Cris Dakinis

terça-feira, 17 de novembro de 2009

EM NOVEMBRO DE 2009



2ª Menção Honrosa No CONCURSO LITERÁRIO CLEBER ONIAS GUIMARÃES, do Centro Comunitário de São Paulo, na categoria POESIA.

EM OUTUBRO DE 2009




Selecionada para o PRÊMIO MONTEIRO LOBATO do SESC-DF de Contos Infantis com: "Criança Quando Cresce vira Gente Grande"

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

EM SETEMBRO DE 2009 - 17/09


ABERTURA DA FEIRA DO LIVRO EM CÓRDOBA, ARGENTINA, COM A PREMIAÇÃO DOS CLASSIFICADOS NO CONCURSO LOS JÓVENES DEL MERCOSUR.

MINHA NOVELA JUVENIL (AINDA INÉDITA) OBTEVE MENÇÃO HONROSA E SERÁ PREMIADA NA CERIMÔNIA ORGANIZADA PELA EMBAIXADA ARGENTINA, PELOS CONSULADOS DOS PAÍSES INTEGRANTES DO MERCOSUR E PELA EDITORA COMUNICARTE.

EM SETEMBRO DE 2009



Meu poema:
"Poema sob medida"
DENTRE OS 50 FINALISTAS DO IV VARAL DE POESIA DA UNIFAMMA/ Universidade de Maringá/ Paraná.
Será lançado, possivelmente, um e-book com os 50 poemas selecionados.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

EM SETEMBRO DE 2009



DENTRE OS DEZ POEMAS CLASSIFICADOS PARA APRESENTAÇÃO FALADA NO CONCURSO LITERÁRIO DA UNISO (UNIVERSIDADE DE SOROCABA) COM:

POEMA SOB MEDIDA

Alguns poemas são elaborados

Outros, copiados e imitados

Há ainda poemas remendados ...

Os recortados, colados, plagiados !

Poemas que são filmados

Alguns, até legendados ...

Nunca ouvi poemas dublados

Mas devem existir: coitados !

E os poemas declamados

Lidos por entusiasmados

Que com olhos revirados

Cansam ilustres jurados ?

Há poema de minha casinha

Rimando com bela florzinha

Há poemas premiados

Esses, decerto, louvados !

E rimam saudável e estável

Numa poetização descartável

Portanto, que achem indecente:

Farei deste aqui concorrente !

*Cris Dakinis

EM SETEMBRO DE 2009


DENTRE OS VINTE POEMAS SELECIONADOS PELA APPERJ/ FESTIVAL DA POESIA FALADA FRANCISCO IGREJASALÃO MACHADO DE ASSIS DA BIBLIOTECA NACIONAL.

ROM@NCE VIRTU@L

23:15 -

O gosto de tua língua

É morno, algo tão bom!

Brincando neste balanço

Adeus meus “gloss” e batom...”

23:18 -

O cheiro de tua presença

É manso, um sonho lindo!

Percorro o seu corpo todo

Aspiro e vou subindo...”

Como eles escrevem isso

Ao longo da tela fria?

De tanto virtualismo

Amor por telepatia...

Romance dos mais perfeitos

Distantes; vã ilusão!

De longe, não há defeitos

É pura digitação...

*Cris Dakinis


POSSE DOS MEMBROS CORRESPONDENTES DA A.C.L.A.C DE ARRAIAL DO CABO/RJ EM 05/09/2009





 Dr. Júlio Queiroz entregando-me o diploma de Membro Correspondente da Academia de Letras e Artes de Arraial do Cabo/RJ: A.C.L.A.C


Acadêmicos da A.C.L.A.C de Arraial do Cabo/RJ


Eu recitando o poema "Três tons de azul no mar", dedicado a Arraial do Cabo. Poema integrante de meu livro: POR ARTE DE MAGIA


Eu ao lado da simpática Lídia, mãe do Rodrigo Poet@, e ao fundo, o fotógrafo, Amore mio:Sam


Maravilhosa performance: Gabriela Abreu Silva canta demais!!!! Lindo, lindo!


O acadêmico Rodrigo Poet@: Acadêmico sempre dedicado, autografando a antologia Litero-Cabista lançado na cerimônia.


Belíssima apresentação do coral MAREARTE coodenado pela maestrina Celimar, que recebeu diploma de Honra ao Mérito Cultural da A.C.L.A.C.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

EM AGOSTO DE 2009


3º LUGAR NA CATEGORIA CRÔNICA NO CONCURSO LITERÁRIO DA ACADEMIA ITAPEMENSE DE LETRAS COM A CRÔNICA: "O LIVRO DO MUNDO"
DESTAQUE NA ACADEMIA CACHOEIRENSE DE LETRAS/ES


O LIVRO DO MUNDO

(Cris Dakinis*)


Chego em casa e meu filho anuncia que escreveu um livro: “O Livro do Mundo”. O nome é sugestivo... Penso comigo que deve ser algo sobre animais, plantas, ou seja, coisas que ele deve conceber ser o mundo. Talvez seu quarto esteja desenhado ali; o pai, o avô... De logo, encontro-me absorta com os desenhos e as anotações que ele exibe e reflito: aos seis anos eu desenhava casas e árvores; gatos e cachorros; gente com corpo-de-palito e florezinhas...
Meu filho desenhou o planeta Terra com lágrimas saltando da parte líquida do globo e explica ao apontar para a palavra abaixo do desenho: “chorando”. Daí segue-se, a cada página do seu livro, uma sequência de desenhos a respeito da preservação do meio ambiente. Eu cismo...
O fato do ser humano ter degradado o planeta em aproximadamente pouco mais de um século onerou-nos dessa responsabilidade __ ou irresponsabilidade __ que é proposta aos herdeiros da Terra: às crianças. A elas entregamos o encargo de encontrar soluções __ às detentoras de criatividade. Há de se criar, ou melhor, recriar o mundo, que é também delas e será de seus descendentes. Mas que mundo lhes passamos?
Lembro-me, quando na escola, de termos discutido sobre os perigos do aquecimento global, mas não era tema que nos propusesse inspirações para desenhos nas horas livres. Havia alertas sobre a poluição do meio ambiente, entretanto, não debatíamos, por exemplo, sobre o destino das garrafas “pet” de plástico, até porque, isso nem existia, pois as garrafas de refrigerante eram de vidro. Quando as garrafas plásticas surgiram no mercado, disseram-nos que eram mais práticas e econômicas. Ninguém sabia que não eram biodegradáveis. Lá em casa, ninguém sabia, não! Voltávamos do supermercado com sacolas de papel, cujas alças eram resistentes e as aproveitávamos para usos posteriores. Quando surgiram as sacolas plásticas, a idéia era de que eram mais higiênicas e práticas. O descartável era o “ideal”. Nunca mais vi copinhos de refrigerante feitos de papel em festas infantis. Lenços de tecido? Jamais! Os lenços descartáveis eram bem mais higiênicos! Tudo passou a ser descartável... E agora vejo meu filho beber água e despejar o que sobra no copo num vaso de planta para aproveitar a água. Está certo! Só não entendo por que não fizemos isso antes de poluirmos o planeta todo.
Voltando ao “Livro do Mundo”... Os desenhos ao longo das páginas ilustram a separação do lixo por lixeiras coloridas. Em cada uma delas, o material apropriado é desenhado entrando pelas lixeiras adentro... Devo admitir que os desenhos são lindos, mas que eu preferia ver meu filho desenhando um pássaro ou uma floresta... No entanto, entendo que é chegado o tempo de consertar: reutilizar e reciclar (ele fala em reciclar como eu falava em pedalar minha bicicleta quando possuía sua idade). Há no livro também: pneus, pedaços de troncos e latinhas de conservas. __ tudo amontoado junto a uma lagoa cinzenta cheia de mosquitos riscada por um enorme X __ o proibido, o que não devemos fazer. Noutra página, encontro o desenho de uma vassoura __ ela sozinha na página. Debaixo dela está escrito: “Mundo Limpo”. Afinal, eu vejo desenhos animadores e coloridos: o mundo sorrindo e uma imensa lagoa com peixes coloridos; o texto diz: “Mundo Feliz”.
Volto a acreditar num mundo lindo, porque seus herdeiros estão empenhados em solucionar os desafios da degradação do meio ambiente e já não me sinto culpada de beber meus oito copos de água ao dia (sem desperdiçá-los!).
Em vários lares, eu creio, há crianças desenhando, criando e recriando o mundo que possuímos um dia. “O LIVRO DO MUNDO” tem um final feliz. Que alívio para todos nós!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

EM ABRIL DE 2009:



Selecionada para Membro Correspondente da A.C.L.A.C. - Academia Cabista de Letras e Artes, da cidade de Arraial do Cabo/RJ, representando a cidade de São Pedro da Aldeia.

Eis o link para acessar a página da ACADEMIA:

EM MARÇO DE 2009:


XIV FESERP - Prêmio Augusto dos Anjos DE POESIA- Aparecida/PB.Classificada para a Antologia com o poema "Versos que não passarão".

PRÊMIO 12 MISSÕES/ Jornal Igaçaba/São Gonzalez/RS:

Menções Honrosas nas categorias Poesia "Versos que não passarão" e Crônica: "Troco de cidadezinha"

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VERSOS QUE NÃO PASSARÃO
De pura ousadia tenho dito impaciente...
Eu canto meus versos-de-adolescente
Que camuflo como obra de um erudito
É dito que o poeta ao reler adiante
Suas próprias linhas de anteontem
Notará falhas, desordem, imperfeições
Nos entreversos, umas odes de aleijões!
Linhas de um lirismo amanhecido de vez,
Totalmente desacordadas com o dia
Embotadas por alguma prosa alheia
Versando de mais outro rotineiro dia a dia
Ainda assim, eu teimo... e
De prosa, não escreverei mais nada!
Porque é mesmo em verso,
que me vêm as linhas de minha mão...
Em meus versos que não passarão, não passarão...
De meu esmero, deste mero compor...
E escrevo rápido pra não dar tempo de pensar!
Eu avisei! Avisei ser de pura ousadia
Estas linhas duma virtual necessidade...
Segue meu lirismo “e-mailado” pela rede internética
Pro meu bem-além-leitor de outra realidade...
Que toma o seu tempo pra ler-me conectado
E torna feliz meu poetar “blogado” deste lado!
*Cris Dakinis

EM FEVEREIRO DE 2009:





EM FEVEREIRO DE 2009:
Minha novela juvenil (continua inédita, ou não-publicada) recebe Menção Honrosa na Argentina veja:

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

EM JANEIRO DE 2009:


XIV FESERP - Prêmio Augusto dos Anjos DE POESIA- Aparecida/PB.Classificada para a Antologia com o poema "Versos que não passarão".

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

DEZEMBRO / 2008



PRIMEIRO LUGAR NO III CONCURSO LITERATURA E CRÔNICA MOACYR SCLIAR COM A CRÔNICA: "A ESTRANGEIRA".


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

HOJE É DIA DO ALMOÇO PROMOVIDO PELA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS PARA PREMIAR OS AUTORES DA ANTOLOGIA 2008 / DENTRE OS DEZ POEMAS CLASSIFICADOS:



O PLANETA COLORIDO

(premiado pela Academia Niteroiense de Letras/RJ/2008)

Um planeta colorido
João fez com hidrocor
Fundo do céu de outra cor,
todo riscado e preenchido

O corpo de papel desenhado
em tom de roxo divertido
exibe um céu encantado
com seu planeta colorido

Azul, verde, amarelo e vermelho
Eis as cores do astro vaidoso ...
Guardo o ilustre desenho tão vistoso

E João aparece novamente ...
Ostentando no caderno outra arte:
dessa vez, em vermelho, o planeta Marte

Já é tarde ! Hora de João dormir ...
Ele reclama: tinha tanto a colorir !
Mas adormece e apesar de interrompido,
prossegue, em sonho, com o planeta colorido

(do livro POR ARTE DE MAGIA)

* Cris Dakinis

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cris Dakinis e Tatiana Alves


A noite de autógrafos do livro POR ARTE DE MAGIA na livraria Saraiva da Cinelândia/RJ? Aconteceu no dia O7/11/2008 e.................???????? FOI UM SUCESSOOOO!!!

sábado, 25 de outubro de 2008

OUTUBRO/2008

TERCEIRO LUGAR no Concurso Literário da Secretaria de Cultura de Turismo de Valinhos/SP com o conto: "HOMENAGEM AO ABÍLIO"

sábado, 27 de setembro de 2008

EM 27 DE SETEMBRO DE 2008: POR ARTE DE MAGIA



* VALE A PENA VIAJAR NAS ASAS DESTA POÉTICA! *LANÇAMENTO na "Casa dos Azulejos"/ Escola de Artes, em São Pedro da Aldeia, dia 27/09/2008.

sábado, 26 de julho de 2008

Mário Quintana disse em 1967...





* Em 1967 - Mário Quintana recebe o Título de Cidadão Honorário de Porto Alegre, conferido pela Câmara de Veredores, ocasião em que profere as seguintes palavras: "Antes ser poeta era um agravante, depois passou a ser uma atenuante, mas diante disso, vejo que ser poeta é agora uma credencial."

JULHO/2008

(TERCEIRO LUGAR em POESIA na Academia Carioca de Letras- Ciclo Machadiano- 2008)



ESSA CARTA ( Carta de Capitu )
(Para Machado de Assis: em homenagem)

Essa carta que por mim foi redigida
Tem seu fim em mim; silente, guardada
Carta, reste ao fundo, lacrada, trancada
Receba-a, gaveta: é da minha vida !

Nascida com talhe de boa figura
De humilde, mas caprichosa criação
Fui feita de uma estrutura segura
Para quê ? Eis agora, essa humilhação !

Desdém, conheço-te desde o meu ninho
Meu pai, perturbado; eu, ainda criança ...
Só de minha mãe auferi confiança
Éramos tão-somente vizinhos de Bentinho

Foi estreitado, à guisa de carinho,
meu nome: Capitulina __ assim alongado
Não de um qualquer, mas de nobre Machado
Em meio ao caminho, quedou-me Bentinho

Teimei minha vida, destemida e ousada ...
Cuidadosos amantes ao amor incitamos
Valeu isso muito, decerto casamos ...
mas Bento sondava-me. Eu dissimulada ?

De Glória vivi, que era minha sogra
Que fora meu lar; na Glória moramos
A Glória deixamos; eu abandonada ...
Eu sou a culpada ?

Do imenso vazio, o mar tão cruel
De tanta batalha, candura e flor
Que eram ganhos, glória, vitória e amor
Bentinho em desvario; Ezequiel ao fel !

O mar e Escobar; ao alto, uns astros infinitos ...
Luzia seu olhar como o mar, mas nunca imitado
Embora ambos claros, eram distintos ...
Um engoliu o outro; foi um mau fado ...

Ezequiel ! Quem não sabia ?
Aquilo, do menino, era mania !
A todos que ele via eram imitados
E são meus os olhos “dissimulados” ?
Filho da revolta de meu olhar de pesar
Tal metáfora animou insana mente
Esquecido foi o meu beijo ardente
Comparados: ressaca, mar e Escobar

Inseguro, imaturo, indiferente, iníquo ...
Oh, insegurança !
Oh, indiferença !
Pesa-me, deveras, um olhar “oblíquo” ?

Por Machado, quedo exilada
Nessa vida de lassa ilusão
Encerro, doída, essa carta
Eu tolhida à lama, ao chão

Momentos felizes; houve dor, houve doença
Fora tudo; foram todos em vão ?
Não sobreviverei para dar explicaçãoBasta essa carta; adeus à santa indiferença

* Cris Dakinis

domingo, 8 de junho de 2008

Sinal de alerta


Sinal de alerta

Fique atento ao assédio: o tédio não alivia

quando o céu escurece e o tempo esfria.

Pode estar de tocaia no desvão de um prédio

ou nas dobras do coração.

Voraz ou não, fugaz ou persistente.

Mas sempre se faz presente e não alivia

quando o céu escurece e o tempo esfria.

(Wanderlino Teixeira Leite Netto - Poeta pertencente à Academia Niteroiense de Letras)

sábado, 7 de junho de 2008

NOITE SEM LUAR



(Menção Honrosa no III concurso de contos da cidade de Cordeiro/RJ/Dezembro 2007)

Noite de longa escuridão foi aquela...
Começou às 19:64.
_ 19:64? E isto por acaso existe? Os minutos vão até cinqüenta e nove, ora!
Não existe mais; mas já houve. E foi entre 19:64 e 19:84, aproximadamente, que durou aquela Noite. Depois, clareou lentamente. Bem aos poucos clareou. Veio o dia, mas restaram nuvens e torrentes remanescentes daquela escuridão nefasta.
Quando uma noite é prolongada, a maioria dorme. Mas naquela Noite sem Luar, se não fosse para espreitar e contar que tinha gente alerta, que tinha gente fazendo barulho, ou pior, se não fosse para “vigiar”, não era permitida a vigília. Era obrigatório dormir; nem que fosse de fingir.
Vigília lembra soldados. Soldados ficam de prontidão. Pois não são eles que defendem a Nação? Mas que Nação esta, que dormia numa penumbra prolongada do absurdo? O dia veio... Mas demorou uns vinte anos para ressurgir, e como dito lá em cima: cheio de nuvens.
Mais intrigante que a duração da noite nos minutos desencontrados, foram os relatos e desencontros de pessoas desaparecidas naquela Noite sem Luar.
__ Jovens saíram de faculdades? Eles ainda não chegaram em casa? Hum...
Se eram estudantes de Filosofia, Comunicação ou de Sociologia, o breu daquela Noite sem Luar caía sobre eles com tamanha intensidade!
__ Ah, eram músicos? Eram artistas? Eram ativistas? Ih... Jovens com tais predicados logo desapareciam na densa escuridão. De nada adiantava serem de famílias influentes, pois a Noite sem Luar dificilmente devolvia suas “presas”.
A Noite sem Luar fora feita para um sono prolongado. Vivia bem quem mantinha os olhos fechados.
__ Dava para conversar nem pouquinho? __ Pouquinho, só se fosse baixinho. Era torcer de não ser escutado, ou preparar as malas e rumar para outro lado.
__ Outro lado? Então havia claridade?
__ Mas claro! A escuridão não cobria toda face terrestre. No entanto, onde ela permanecia, o barulho era só de patrulhas buscando os insones para explicar a desobediência... Tal como pais autoritários que vigiam e ordenam: __ Calem-se! Teve até artista a cantar “Cálice”! Tão logo, algum indesejado barulho fosse ouvido, lá vinha uma reprimenda: um terrível castigo.
__ Mas se era tão intensa essa Noite sem Luar, como faziam as pessoas para se verem? Como faziam? Aguardaram tanto tempo para falar?
__ Ora, foi justamente porque houve os que falaram, os que, de fato, gritaram por descontentamento: gritos lancinantes de sofrimento, que fizeram as trevas enfraquecerem.
Houve estrondosa felicidade quando os filhos, antes repreendidos, retornaram livres. Aí sim, houve “Alegria Alegria” pois a liberdade é requisito essencial para a trilha esclarecida em uma sociedade feliz.
Já são 20:08... O relógio até parece estar em ordem...


Cris Dakinis *