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terça-feira, 8 de junho de 2010

ROTINA DE UM CAIÇARA - Cris Dakinis











Arte gráfica do poema elaborada por Heloisa Galves

ROTINA DE UM CAIÇARA

Disposto, o caiçara chega da lida

Seus pés marinados na água salgada

Tá rico! Deu conta da eterna jornada

Os dias de pesca é a rotina da vida


Em casa, a família espera com fome

Os filhos acodem e estendem a rede

Cai a chuva então: ói água pra sede!

O povo de casa se orgulha do nome


Desse pai caiçara, que dia a dia

Traz gosto, comida; traz o ganha pão

A mãe tá contente aguando a pia

Repleta de peixes pra trazer o tostão

Mais tarde, vai ele pra feira na praça

Os peixes regados são frescos do dia

Contente, o caiçara no seu dia a dia

Ao fundo, a lagoa: a fonte da graça!


Lá vem temporal! Pra casa então...

Em casa, o caiçara encontra os seus

Filhos festejando o banho dos céus

Patroa lavando o chão com sabão


Madruga com vento assanha a lagoa

Em pouco, o caiçara sairá pra pescar

Toma o seu café e um tasco de broa

Tá novo pra lida nas águas do mar

* Cris Dakinis

4º lugar na XXIII Noite Nacional da Poesia (UBE/MS/maio2010)

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