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quarta-feira, 10 de março de 2010

ALTARES ALTERADOS


Eu vivo quebrando regras

Desde a infância e dos sacis

Que em meus cadernos

Tinham sempre duas pernas


Pintava casas sem portas

Pra ninguém do bem sair

Ninguém do mal entrar

E profanar meu altar anímico

Com bonecos sem cabeça,

insetos moribundos

O retrato de minha avó

E coisas de outro mundo


Das gaiolas voei aves,

E a vida se aprumava...

Na ponta de meu lápis...


Cresci e inda vivo

Destroçando normas

Invocando deuses

Desfigurando formas...


E assim vento em popa meu destino,

Cobre-se de diversão quando lamento

Chora de dor quando rio...


E para iludir-me

Deito-me em umbrais

Posto que meus horizontes

São sempre verticais.


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