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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

POEMA DOS DEZ DEDOS - por Elias Araújo



Sobre gestos poliglotas,
de linguagem universal.
Sobre antigas portas
que se abrem
para o bem
ou para o mal.
Sobre meninos
pequeninos
arteiros.
Sobre carinhos
primeiros.
Sobre verbos
eternos
que acionam sem quaisquer medos
gestos não verbais
não orais
apenas mais
dos dez dedos:
Tocar
a pele
de leve
devagar!
Penetrar
pelos cabelos
retê-los
como ondas do mar!
Agredir
o alheio
sem receio
desenhar-se na face:
desenlace!
Segurar
a mão
o perdão
do outro magoado
ser humano amado.
Enxugar
a lágrima
a lástima
como se seguram estrelas.
Acariciar
as mãos
com as mãos
na mágica de prendê-las...

3 comentários:

Elias Araujo disse...

Estou sorrindo sozinho. Muito legal!!! Adorei! Sinto-me até lisonjeado pela homenagem. Seu site está muito bem feito.

Cris Dakinis disse...

Ganhe uma companhia sorrindo contigo: eu. Amo, amo, amo a sua poesia :)

geraldo disse...

não querendo meter o dedo: perfeito.
Nada como o toque, o retoque para aguçar os sentidos... graaannde!