Translate - Escolha o idioma em que deseja ler este blog.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

II PRÊMIO DE POESIA SPA - 2018



II PRÊMIO DE POESIA SPA - 2018
Regulamento do Concurso:

Categoria: Poesia - versos livres, haicais, trovas, sonetos ou outras formas, desde que a extensão seja de até 15 versos (linhas). Cada participante poderá concorrer somente com um poema de sua autoria, sem exigência de ineditismo.  Os poemas devem ser apresentados em língua portuguesa.

Tema: Amizade

Modalidades:
Adulto - a partir de 18 anos
Infantojuvenil - de 10 a 18 anos

Categorias:
Regional – para os participantes da Região dos Lagos / RJ
Geral - para os participantes de outras localidades

Nota: serão excluídos da competição os poemas com mais de 15 versos ou que não sigam o tema indicado. Podem concorrer poetas de qualquer nacionalidade em todo o território nacional ou do exterior, brasileiros ou não, sendo dessa forma, internacional a presente edição do concurso.

 A categoria regional foi criada, dirigida exclusivamente aos poetas da Região dos Lagos: São Pedro da Aldeia, Araruama, Cabo Frio, Iguaba, Armação de Búzios, Arraial do Cabo e adjacências, cujo código de prefixo telefônico de localidade seja 22.

Premiação: Medalhas do primeiro ao terceiro classificados em cada Modalidade e Categoria. Publicação dos poemas na página www.crisdakinis.com Os autores dos poemas classificados do quarto ao quinto lugar poderão ter os seus poemas publicados nessa mesma página. A publicação em mídia escrita não está prevista para esta edição do Prêmio de Poesia SPA, mas pode vir a se concretizar, dependendo de incentivo para tal. 

* O Prêmio de Poesia SPA não cobra nenhuma taxa dos participantes que enviarem seu trabalho, seja para avaliação, para envio de premiação, ou outras quaisquer referente ao incentivo poético e cultural que promove. 

A inscrição no prêmio implica o consentimento de divulgação do nome dos participantes classificados e de seus trabalhos premiados pela organização do concurso na internet e em outros meios de comunicação.

Não serão admitidos a concurso poemas com teor ofensivo ou discriminatório. Os autores ou seus representantes legais assumem a autoria dos poemas enviados, eximindo a coordenação do concurso de qualquer responsabilidade quanto a plágios.

ATENÇÃO:
Os poemas deverão ser apresentados em fonte 14 (tamanho da letra), com espaçamento simples, DIGITADOS NO CORPO DO E-MAIL. Não serão recebidos poemas anexados, nem com links para drive / nuvem, independente do formato.

 As inscrições serão recebidas de 16/05/2018 a 30/09/2018 através de envio da obra e do formulário de inscrição para o e-mail premiodepoesiaspa@gmail.com

O Formulário de inscrição deverá ser elaborado pelo candidato e digitado no corpo do e-mail (não anexado), contendo os seguintes dados: nome do poema, nome completo do autor, pseudônimo escolhido, Categoria e Modalidade em que concorre, data de nascimento, idade, RG ou CPF do autor ou de seu responsável legal para a modalidade infantojuvenil, e-mail, endereço completo, número de telefone, profissão (se houver) e breve currículo literário do autor (até três linhas – não obrigatório).

O recebimento da inscrição será feito exclusivamente por e-mail. O campo assunto do e-mail deverá ser II Prêmio de Poesia SPA.

A seleção dos poemas classificados está prevista para realização ao longo dos meses de setembro e outubro, e a divulgação do resultado para dezembro de 2018. 

O II Prêmio de Poesia SPA não possui fins lucrativos e se exime de qualquer indenização pecuniária aos participantes.

A participação neste concurso implica a plena aceitação das normas deste edital.

Organização e idealização: Cris Dakinis / Ana Cristina Mendes Gomes.




segunda-feira, 28 de maio de 2018

Seja bem-vindo, você está em CRISDAKINIS.COM

Twitter: http://twitter.com/crisdakinis
Facebook: Cris Dakinis

e-mail: crisdakinis@gmail.com

Muito obrigada a você, leitor amigo que segue a minha página! 

:)

Malvina



MALVINA

Sem velas pra queimar
Cem velas ela acendera
Arderam por seu amor
Um jovem pescador
Que sequer a conheceu
Treze flores ressecadas
Sete cores desbotadas
Malvina construiu um castelo
Num nebuloso e etéreo altar
Guardou a Lua Negra na noite
Até o astro inteiro inchar
Para dourar o seu caminho
Cantou o vento do Norte
Viajando pelos “cumulus”
Do passado fez recorte
Lançou fora as correntes
E seus adornos de sementes
Voou pela tempestade
Rojões de trovoadas, raios de sina!
Malvina sem um amor de verdade...
Malvina banhada de lavanda
Da suíte com varanda
De frente pro mar
Fez sua única maldade:
Malvina adoçou o mar...!
 
*Cris Dakinis

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Meu troféu Augusto dos Anjos - Presente da declamadora Neuza, Leopoldina / MG



JANELAS AO VENTO

Areia e cheiro de mar
no rastro da soleira
de tua porta.

Fadiga
das janelas ao vento,
abandonadas
a desbotar
o azul das venezianas,
tatuando a parede
antes florida, antes viva.

O sol cai por detrás
das telhas mornas,
e há ainda tanta presença de vida...
Porém ninguém me atende mais
chamar ao portão.

Cris Dakinis

(Poema finalista do Prêmio Augusto dos Anjos, Leopoldina / MG - 2017)

Em algum lugar do Passado - Cris Dakinis



Em algum lugar do passado
No lago, ao som de Rachmaninoff, a bela dama contemplava o jovem escritor a remar contra o tempo para reencontrá-la eternamente.
Cris Dakinis
(mini conto do livro Mania de grandeza, Ed. Livros Costelas Felinas,2018)

Concurso POESIARTE 2018


Já estão abertas as inscrições para o Concurso Literário POESIARTE, com data limite de inscrição até o dia 7 de julho. O tema desta edição é "Coração". Organização de Rodrigo Poeta, Cabo Frio / RJ.

Diário de Bordo, novo livro de Téia Camargo


Téia Camargo, Maria do Carmo Guimarães Rodrigues lança seu novo livro Diário de Bordo, em formato e-book, e em breve publicado em mídia de papel.

Cururu, o sapo jururu - peça teatral de Tatiana Alves

Um sucesso da escritora Tatiana Alves, em cartaz no Centro Cultural da Justiça Federal até dia 20 de maio de 2018.
(na Cinelândia, Centro RJ)

Elipse - Cris Dakinis


Elipse

Segue qual folha seca pelo vento
Sem rumo ou meta, pensa no agora
Galga desníveis pelo mundo afora

Vive ilusão e arroubos do momento

Drummond versou José no sofrimento
E o tolo? Esse finge que lhe aflora
Um fardo nobre, o lúgubre lamento
E a fantasia de quem também chora

Mas a verdade é que o mundo real
Não presenteia o tolo em pantomima
E descortina a farsa teatral...

Desentendendo o que o mundo ensina
O seu trajeto faz-se todo igual
E a sua roda gira a mesma sina...

(soneto do livro Adágio Ensolarado)

Livros editados do Prêmio Miau de Literatura - Mania de grandeza, Cris Dakinis


Todos os autores vencedores do Prêmio Miau de Literatura, promovido pela Ed. Livros Costelas Felinas, já estão com seus livros. Adquira com os autores contemplados.

Tardes de abril - Cris Dakinis



Tardes de abril
Enquanto a lagoa desenha
a estampa sonora 
da revoada de passarinhos
de volta aos ninhos,
eu flerto com o entardecer
posto que nos sintonizamos
com as árvores barulhentas
e o aroma das folhas verdes
na orla salgada e úmida...
Há um ritual pagão
nas tardes de abril:
a areia perdendo o bronze
o horizonte ganhando lume
o vento morno e moroso
a chuva por acontecer...
Uma coruja antecipa o anoitecer
no teto baixo da nuvem fria,
o silêncio dorme em cada ninho, 
e eu retomo o meu caminho.

Cdakinis

Telas - Cris Dakinis


Telas
A mesa da cozinha
exibe uma janela
na tela...
Plágio da vista 
lá fora agora.
No moinho, as pétalas
da margarida colorida
aquarela o céu azul,
a serra verde limão,
o sal branco no chão,
seu miolo é o sol,
obra de Thiago e Carol.
E eu só vejo São Pedro da Adeia
hasteando a bandeira brasileira.

Cdakinis

Perfume de outono - Cris Dakinis


Perfume de outono

O cheiro ativo de ameixa,
chá, laranja, baunilha e mel
desce os degraus de madeira,
atravessa a soleira úmida
e debruça-se à janela nublada,
sob telhas salgadas de areia...
Ignoro flores,
sem jasmim,
sem carmim,
sem jardim,
sem canteiro...
Deixo o chuveiro,
e preguiçosamente fresca,
visto o aroma frutal
de um amanhecer outonal.

Cdakinis

Na noite de Diamantina - Cris Dakinis

Na noite de Diamantina
Recebo a foto
de uma igrejinha
histórica, relíquia mineira...

É a imagem noturna
de uma grande pequenina
debaixo de um céu cobalto
onde luzes de lampiões
flutuam como velas acesas
ao redor, em adoração.

Eu adivinho
a lua a espiar lá de cima,
ansiosa por ser ela a pérola
desta caixinha de joias
que cintila silenciosa,
humilde e luminosa
na noite de Diamantina.

Cris Dakinis

De flores e anjos - Cris Dakinis


De flores e anjos

Nem tudo são flores,
há céu e chão,

fome e pão,

sim e não,
e dores, males no mundo
a cultivar o próprio umbigo.
Mas além surge um alguém
que faz sol e que dá flor,
e recolhe a chuva densa
que inundava nosso colo.
Que seca o sal desse solo,
tosa, livra-nos de espinhos,
e reconstrói o jardim.
É amigo se for assim,
quando tudo são novas flores,
é anjo, é canção, é querubim.
Cdakinis