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quinta-feira, 27 de março de 2014

Meu soneto "Só o impossível" do livro ADÁGIO ENSOLARADO, classificado para a antologia da VII edição do Festival Chave de Ouro



O Festival de Sonetos Chave de Ouro é promovido pela Academia Jacarehyense de Letras / SP.
Tive a honra de ter um soneto meu selecionado novamente para publicação em livro, ao lado de obras de colegas sonetistas estimados e renomados.

SÓ O IMPOSSÍVEL
Desejo a cor que não existe mais,
O p&b das fotos do passado...
Ler um rascunho que foi apagado,
Sinto saudades de tudo que jaz.
O que renasce, mas ninguém refaz.
Obra divina, a chave do sagrado...
O impossível de ser recriado,
E o sabor que não provei jamais
A cordilheira de rubis imensos,
O fruto extinto que brotou sem-fim
Na Babilônia, nos Jardins Suspensos...
Sonhar em sépia em rede carmim,
Livrar soldados de campos sangrentos...
Só o impossível que desejo enfim!

Cris Dakinis
 
* Imagem buscada no Google e encontrada noastrologiaeradeaquario.blogspot.com

Meu "Soneto do Recolhimento" do livro ADÁGIO ENSOLARADO, classificado no 3º Concurso de Poesia da Fundação José Francisco de Sousa/PB


Soneto classificado na Categoria Erudito. Bem acompanhado, ao lado das obras de vários colegas literários de longa data.

SONETO DO RECOLHIMENTO
 
Faz falta a lua ao alto da lagoa,
sorrindo luz depois que o sol partia.
Agora há nuvens, frio e garoa,
sem sol, sem lua, sem a poesia.
 
O sal do mar é insípido e à toa,
nem se compara às lágrimas do dia,
que eram de risos em nossa canoa
onde o sabor dos líquidos fluía.

Fugiu o chão de areia pelo vento,
secou o orvalho do jardim inteiro,
cujo perfume era de acolhimento...
 
Evaporou o aroma pelos ares...
E os passarinhos, mudos, sem canteiro,
guardam nos ninhos todos os cantares.

Cris Dakinis
 
* Imagem buscada no Google e encontrada no eu-proprio-aqui.blogspot.com