Translate - Escolha o idioma em que deseja ler este blog.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cris Dakinis na TV Vila Imperial, canal 19 / Petrópolis - Programa BEM CULTURAL em 28/07/11




















Dia 28/07/2011, o Programa Bem Cultural da TV Vila Imperial, canal 19, de Petrópolis, recebeu os poetas vencedores dos concursos de poesia do Centenário do Clube Petropolitano e da Bauernfest, Cris Dakinis (São Pedro de Aldeia) e Lasana Lukata (São João do Meriti).


EIS O LINK DA ENTREVISTA CONCEDIDA POR MIM E PELO ESCRITOR LASANA LUKATA À APRESENTADORA CATARINA MAUL.

NA ENTREVISTA, MENCIONEI O GRUPO DE MODERADORES DA COMUNIDADE LITERÁRIA DO ORKUT: CONCURSOS LITERÁRIOS E O TRABALHO QUE TODOS NÓS TODOS COMPARTILHAMOS ALI, INCLUINDO O BLOG DE RODRIGO DOMIT.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

PORQUE ESCREVO... por Catarina Maul
















PORQUE ESCREVO...


Não escrevo para ilustrar desejos

ou criar metáforas,

tampouco escrevo para expor a alma,

vontades secretas, riso, calma.

Não escrevo para acordar os sonhos,

limitar quereres

ou rimar sorrisos.

Até porque, mortal, desejo o paraíso.

Não escrevo para promover abismos,

traduzir tristezas,

completar loucuras, destinos,

nem mesmo quero colher desatinos.

Escrevo porque sou poeta

e da caneta escorre

o sangue da emoção.

Escrevo porque a pena pede

o desenhar corrido,

o verso expresso da ilusão.

Escrevo porque a vida quer

o sonho, o amor, a pausa,

implora-me o verso,

o choro breve,

o riso largo,

todo o mar de cor imerso.

Escrevo porque falo assim,

sinto palavras, sonho letra

vivo a força do vocábulo.

Escrevo porque sou poeta

e se não gritar em versos

surto, morro... calo!


* Catarina Maul

sábado, 9 de julho de 2011

A PESSOA por Paulo Franco











A PESSOA


Em minhas lágrimas,

relativamente sujas,

estão as incertezas

de uma alma contraditória

e incompartilhável.


Trago no meu coração

o ópio das horas.

Indiferente a quase tudo

atormento-me

com a simples futilidade metafísica

dos que passam ao meu redor.


Imaginar que no dia seguinte

seguirei vivo

traz a insônia necessária

ao que quero compor.


Seria tão fácil se eu fosse os outros.

Dentro de mim, múltiplo,

a traição é sigilosa.


Do outro lado da minha janela

inúmeros donos de tabacaria

riem-se de mim

que não me sinto pessoa.


A ordem civil me transformou em nada.

Sintetizado em cumpridor de obrigações,

sem sensação nenhuma de vida,

desarmonizo-me

meio a uma harmonia falsa.


O universo se reconstruiria

em ideal de esperança

se o sorriso dos que passam

do outro lado da minha rua

não fosse

só um fato infeliz.


As tabacarias quase não existem mais,

mas os poetas são os mesmos

e se multiplicam em cruzes

que demarcam milenares aflições.


O pássaro que avisto no horizonte

é irreal.

Melhor não ver

o que a parede do imaginário

sanciona como fato.


Acreditar que a vida

arrasta o destino das coisas

é ceder ao medo do invisível

e ir às representações

que amenizam nossos crimes inafiançáveis

e perfeitos.


Paulo Franco

(do livro: "A Quarta Parede")


segunda-feira, 4 de julho de 2011

JORNADA por Cris Dakinis











JORNADA


Descalçar os sapatos

descartar os saltos altos

Antes porém,

espezinhar pesadelos:

sem botas de léguas,

sem tréguas,

percorrer percursos

áridos e

embotar a dor

pisada e repisada.

Calçar os sonhos adiante,

galgar nuvens claras,

atravessar tormentas,

dissipar tempestades

para alcançar o étereo,

seguir os rastros de astros,

voar nas sandálias de Hermes por anos-luz

enfim,

pousar na Terra

somente para plantar a casca


(Finalista no Prêmio SESC-DF de poesia Carlos Drummond de Andrade- edição 2010)

*Cris Dakinis


EROS UMA VEZ... por Cris Dakinis










EROS UMA VEZ...


À flor da pele há líquida magia

vaporizada em gotas de perfume

e essências finas vestem áureo lume,

traje a rigor de rica especiaria!


Eros festeja: é dele a autoria

Em vez de flechas, novo ardil assume

De amor e aroma cria outro costume,

que atrai os noivos à perfumaria!


Evolam notas doces de flor rara,

no ar, a inspiração de poção cara,

cujo valor encerra um tesouro…


À noite, os céus lapidam diamantes,

jardins ofertam joias aos amantes,

vale a alquimia de Eros puro ouro…


(Classificada para o Concurso Poema no ônibus - Gravataí/RS/2011)

* Cris Dakinis