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domingo, 18 de dezembro de 2011

LACUNA por Cris Dakinis




















LACUNA


Café amargo,

vidraça descortinada,

jardineira deserta...

Onde

o sabor,

o aconchego,

a flor?


A cama arrumada,

a canção errada,

o espelho sem batom...

Onde

o amor,

a lembrança,

a cor?


Nossa antiga foto,

de carícias, emoldurada,

colhi e poli com esmero...

Onde?

À entrada da casa...

Sentindo desespero...

Sem ti, eu espero...


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PONTUAL por Tatiana Alves




















PONTUAL

Fui criada para ponto
Ponto em cruz
Ponto de bala
Cozinha e costura: relógio de ponto
E eu me mantinha trancada.

Um dia eu ouvi um ponto
Ponto riscado
Ponto cantado
E a pomba marcou ponto em minha vida-encruzilhada.

Hoje não dou ponto sem nó
E, botando os pontos nos ii,
Ponho o ponto final.
Saio bem tarde
Camuflando a cicatriz dos pontos que levei.
Vou pra vida
Vou pra esquina
Onde à noite faço ponto.
* Tatiana Alves
(Poema classificado em 46º FEMUP/PR/Troféu Barriguda; Prêmio Digit-AL Letras no Palco; APPERJ/RJ; ACE/Canoas/RS; FESTPOESIA VARGINHA/MGtodos em 2011)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A COR DO SONHO por Cris Dakinis



A COR DO SONHO

É uma aliança virgem que convida
ao enlace áureo que a batalha esquece
Perde terreno quando a guerra aquece
a desbotar o viço que é da vida...

A cor do sonho é a humanidade unida
É claridade que nunca anoitece...
Seres serenos onde o azul trepida
são luzes brancas em eterna prece

Quando as nações se unirem, ai quem dera!
Sem pesadelos, sem qualquer quimera...
Terá o planeta Terra a cor capaz!

Se de insônia o mundo está doente,
alvo é o sonho de toda essa gente...
Que despertemos pra viver em Paz!

(* Cris Dakinis)
(soneto selecionado para as antologias da Biblioteca de Afogados/PE/2011 e do CLIPP -  Presidente Prudente/SP/2011)

domingo, 4 de dezembro de 2011

A escritora Jussára Godinho com os troféus da Academia de Caxias do Sul/ RS/ 2011






















Troféus nossos! Dela e meu em 2º lugar em Poesia, da Tatiana Alves em infantil e do Geraldo Trombin, além de premiações de vários colegas :)

terça-feira, 29 de novembro de 2011

DESCALÇA por Henriette Effenberger












DESCALÇA

Quando meus medos me abandonaram,
minha alma descalça pisou cacos de saudade
e meus pés feridos sangraram angústias inúteis.

Foi então que a vida me encontrou.

Devolvi a capa de sonhos,
o par de óculos azuis, os anéis, as alianças,
as luvas que guardaram afagos...

Vencidos os moinhos de vento,
despi a armadura enferrujada,
prendi Rocinante à linha do horizonte
e parti.

(Henriette Effenberger)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Menção Honrosa em Poesia no 7º Concurso Literário Mário Quintana/ SINTRAJUFE/RS 2011 - RESGATE por Cris Dakinis




RESGATE

Trago de um continente legendário,
o tilintar das harpas naufragadas...
E o abalone de arcas marchetadas
espelha o céu marinho em Sagitário

gargalhadas de um jovem corsário,
o simular cortante das espadas...
Ouve-se o riso que o encanto das fadas
doaram à voz de um bardo solitário

As margens do oceano são espumas
que rugem seus mistérios pelas brumas
e adornam a minha versificação...

E desses versos escorrem variedade
Eu canto o mito, a lenda, a divindade
que habitam o porto da imaginação...

*Cris Dakinis

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

UMA VALSA EM TONS DE BLUES por Cris Dakinis















UMA VALSA EM TONS DE BLUES


Teus olhos nos meus...

São liras do céu


Carícias do mel


Favores de Deus...

Meus olhos nos teus...

Têm gosto de mar

Sabor de luar

São Hera e Zeus...


Em nosso encontro

Não exist
e adeus:

Meus olhos veem nos teus

Teus olho
s veem nos meus.

Dois espelhos sorrindo luz:

São reflexos de fantasia

Nosso aroma de poesia


Uma valsa em tons de
blues.
(Cris Dakinis)
(1º Lugar no Concurso AMOR DEMAIS, em hom enagem a Vinícius de Moraes organizado pela Profª e poeta Ca tarina Maul / Petrópolis/ RJ/ Outubro 2011)

TOC 140 Fliporto digital - meu Tweetpoema selecionado na segunda etapa: "AOS DISTRAÍDOS!"














AOS DISTRAÍDOS!// Só os incautos ouvem a poesia do dia./ Distraídos que estão,/ do seu diário ganha-pão. #TOC

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ARGILA por Raul de Leôni















ARGILA

Nascemos um para o outro, dessa argila
De que são feitas as criaturas raras;
Tens legendas pagãs na carnes claras
E eu tenho a alma dos faunos na pupila...

Às belezas heróicas te comparas
E em mim a luz olímpica cintila,
Gritam em nós todas as nobres taras
Daquela Grécia esplêndida e tranqüila...

É tanta a glória que nos encaminha
Em nosso amor de seleção, profundo,
Que (ouço de longe o oráculo de Elêusis),

Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo,
E do teu ventre nasceriam deuses...

(Raul de Leôni)

DO AMAR Por Ruy Villani




















DO AMAR


Amar, gostar, desejar. Essas coisas se confundem.
Eu prefiro o termo “”bem querer”.

O amar pode implicar em alguma sexualidade implícita.
Daí quando digo que amo meus amigos, posso ser visto por olhares tortos de punks ou skinheads e ser espancado até a morte.

Se te quero bem, a coisa assume uma outra forma retórica. Claro que te amo e portanto, desejo a você todo o bem do mundo.

Amo sim, amigos, amigas do sexo feminino com quem nunca terei nem imaginei intercurso sexual (com algumas sim, mas deixa isso pra lá).

O amar é um querer bem sem regras, sem limites ou limitações. Amar, querer bem é a melhor das lições.
Amar o amigo mala, o chato que te desafia a paciência, o que conhece ciência e nada tem de humanidade, a gente ama à vontade e só sofre quando o amigo chato se vai. Aí sentimos a sua falta.

(Ruy Villani)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SONHOS DE POETA Por Cris Dakinis


















SONHOS DE POETA


Nas linhas de minha mão

Não há segredo

Só enredo

Também não há mistério

Elas são bem fofoqueiras, isto sim!

Minhas linhas são exibidas...

Revelam disto, daquilo e daquele

Leituras várias:

Prós e contrárias

É em versos que me vêm as linhas da mão!

Chegam transportados por caladas sensações

Pegam caronas com contornáveis alucinações

E palmilham as lacunas de minha digitação

Minhas linhas desenham afeto!

Versam de pranto e riso; fato e fantasia

Delatam dúvida e certeza; paz e agonia

São linhas de indefinido trajeto

As linhas de minha vão longe...

Ponto de partida sem meta

As linhas de minha mão...

Registram sonhos de poeta!

(* Cris Dakinis, livro: "Aos Distraídos!")

sábado, 17 de setembro de 2011

UM POEMA EM CADA ÁRVORE / Marcelo Rocha - VEJAM QUE IDEIA MAIS LINDA!
















UM POEMA EM CADA ÁRVORE!

Abaixo, o e-mail recebido do Instituto Psia, que veicula esta maravilhosa ideia-poema.
Eu enviei o meu "Aos Distraídos!", cuja foto encontra-se acima, e foi o Marcelo Rocha, coordenador do projeto quem me enviou a foto. Que ideia mais bacana! Aqui o e-mail e o site deles, participem, poetas queridos:

Saudações poéticas,

Agradecemos a participação na 12ª edição do projeto Um poema em cada árvore, realizada na última semana de agosto na cidade de Governador Valadares/MG.
Seu poema muito engrandeceu e contribui para o sucesso deste projeto de incentivo à leitura e popularização da poesia.

Foi encaminhado mais cedo email com a foto de seu poema pendurado na árvore mais release do projeto
para que possa divulgar para sua rede de contatos.


Continue a participar sempre.

Abraços poéticos,

Marcelo Rocha
Coordenador do Um poema em cada árvore


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O PESCADOR NOBRE E A RELES DAMA - Por Cris Dakinis

 


Dentre os 20 poemas finalistas no FESTCAMPOS de POESIA FALADA / 2009;
2º lugar no gênero Poesia do Concurso Literário da Academia de Letras de São João da Boa Vista /SP/2008;
Classificado no Prêmio FEUC de Literatura 2008

                   O PESCADOR NOBRE E A RELES DAMA

O rijo mastro sustenta insistente ...
a vela que treme, que voa, que sente
Há harmonia em todo o conjunto ...
Não separo, nem paro: ajunto !

Ouvindo o bater da água salgada
Barulha a sua sede ...
Mergulha a minha rede ...
Sinto-me voar: toda alagada !

No alto, eu vela tremendo
Se outra, jazia ardendo ...
Sou eu! Então velo gemendo
no colo do barco: me tendo !

O sol se põe a seu tempo
E a lua aparece tão bela
Tão só que sinto dó dela
Mas o barco tem ela: a vela !

E a vela tem o mastro que a prende
Meu vestido amassado e molhado
Do mar manso, quente e cansado
Sento-me atada ao porto: suado !

O lucro é líquido que nele derrama
Hum... mar maroto servindo de cama
Ao barco, à vela, ao casal que se ama:
o pescador nobre e a reles dama !

(do livro POR ARTE DE MAGIA)
* Cris Dakinis

ESCRITORA TATIANA ALVES LANÇA LIVROS DE CONTOS NA BIENAL RJ/2011: "SIMULACRUM" e "FESTIM"




















As noites de autógrafos ocorreram nos dias 05 e 10 de setembro. O livro de Contos O FESTIM, pela Litteris Editora. SIMULACRUM, também de contos, pela Editora Celacanto em parceria com a Oficina Editores.
Eu fui no lançamento (do SIMULACRUM) e batemos estas foto aí, que não consigo formatar para ficar abaixo da notícia principal!
Vale destacar o belíssimo sarau de poesias com declamação de vários poetas, inclusive Tatiana Alves e o mais que talentoso declamador e ator PRIMITIVO PAES. Foi um enorme prazer conhecê-lo pessoalmente!
 

CORAÇÃO SEMPRE ABERTO - Por Catarina Maul (poema escrito) e Grazi Araújo (poema-foto)




















CORAÇÃO SEMPRE ABERTO
Há dois espaços vagos no mundo
Onde somente os que amam se encontram
Mesmo que ainda não se amem, um ao outro...
Mesmo que ainda não se tenham descoberto
quando acontecer do destino acertar
o lugar reservado está pronto, está certo
vago para quem conservar
o coração sempre aberto.


(Por Catarina Maul / foto: Grazi Araújo)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SINA DE SOLO Por Cris Dakinis
















Sob a sombra

Sossego agora

Sigo-te sempre...

Eu depois...

São duas horas...

Engulo em seco a saliva insípida.

Nesta saudade surda,

o sono sobra e assopra só pra mim:

A sua sina!

Eu assassina?”

Sou somente a sobra dessa ausência.

Ensaio o ciciar:

Do solo

Selando-te

Eu desolada?

Calma, contida; farsa consentida

Da sábia saída soa um nada:

A sete chaves...

São sete palmos...

Às sete horas, a homenagem:

um minuto de silêncio... teu!

Teu silêncio já é eterno...

O meu também.

(*Cris Dakinis - do livro "Aos Distraídos!" / 2010)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cris Dakinis na TV Vila Imperial, canal 19 / Petrópolis - Programa BEM CULTURAL em 28/07/11




















Dia 28/07/2011, o Programa Bem Cultural da TV Vila Imperial, canal 19, de Petrópolis, recebeu os poetas vencedores dos concursos de poesia do Centenário do Clube Petropolitano e da Bauernfest, Cris Dakinis (São Pedro de Aldeia) e Lasana Lukata (São João do Meriti).


EIS O LINK DA ENTREVISTA CONCEDIDA POR MIM E PELO ESCRITOR LASANA LUKATA À APRESENTADORA CATARINA MAUL.

NA ENTREVISTA, MENCIONEI O GRUPO DE MODERADORES DA COMUNIDADE LITERÁRIA DO ORKUT: CONCURSOS LITERÁRIOS E O TRABALHO QUE TODOS NÓS TODOS COMPARTILHAMOS ALI, INCLUINDO O BLOG DE RODRIGO DOMIT.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

PORQUE ESCREVO... por Catarina Maul
















PORQUE ESCREVO...


Não escrevo para ilustrar desejos

ou criar metáforas,

tampouco escrevo para expor a alma,

vontades secretas, riso, calma.

Não escrevo para acordar os sonhos,

limitar quereres

ou rimar sorrisos.

Até porque, mortal, desejo o paraíso.

Não escrevo para promover abismos,

traduzir tristezas,

completar loucuras, destinos,

nem mesmo quero colher desatinos.

Escrevo porque sou poeta

e da caneta escorre

o sangue da emoção.

Escrevo porque a pena pede

o desenhar corrido,

o verso expresso da ilusão.

Escrevo porque a vida quer

o sonho, o amor, a pausa,

implora-me o verso,

o choro breve,

o riso largo,

todo o mar de cor imerso.

Escrevo porque falo assim,

sinto palavras, sonho letra

vivo a força do vocábulo.

Escrevo porque sou poeta

e se não gritar em versos

surto, morro... calo!


* Catarina Maul