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domingo, 24 de janeiro de 2010

Sentia aquele corpo feito brasas me corrompendo;

A beleza fulgurava ardente em meio à ilusão.

Perdido em lembranças, vejo-a insaciável e cedendo,

Aplacada por minhas carícias numa noite de verão.

Por ela, desvelei o eterno fascínio

Quando pôs fim a dor e ao meu abandono.

Felizes, não pensávamos no possível declínio

Dos dias lascivos que nos amamos ao outono.

Subitamente, veio a última vez

Das palavras doces de amor eterno.

Relutei ao vê-la tomada pela lividez

No ataúde exposto à frieza do inverno.

Restam agora apenas lembranças

Da mulher que não mais me espera.

Guardarei para sempre nas entranhas...

A solidão da inalcançável primavera.

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