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domingo, 24 de janeiro de 2010

Redemoinho de histórias e refeições

Rasga o espaço e suga-me para seus mistérios

Hálitos e hábitos que nunca romperam a mordaça.

.Enevoado, espectral.

Sustentada por vertentes de notas

Flutuo nos cheiros fugidios de velhos baús.

Hortelã capim-cidreira erva-doce melissa.

Braços estendidos a tocar o passado buscam

A clareza das respostas empoeiradas nos bolsos

De antigos casacos.

Queijo branco doce de abóbora compota de figo

Bolinho de chuva leite com groselha.

Mãos senis do outro lado,

Onde quase chego.

Piso na relva que alicerça esta passagem .

Sinto as pequenas flores que descolaram de seus vestidos.

Quero me confortar nelas.

Só alcanço o raminho de arruda de traz de sua orelha.

Chorinhos e risinhos de pés descalços guardados em seus ouvidos

De cabelos lilás e avental de plástico.

Desço os degraus esverdeados de meus devaneios e,

A música chega ao final.

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