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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

DEZEMBRO / 2008



PRIMEIRO LUGAR NO III CONCURSO LITERATURA E CRÔNICA MOACYR SCLIAR COM A CRÔNICA: "A ESTRANGEIRA".


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

HOJE É DIA DO ALMOÇO PROMOVIDO PELA ACADEMIA NITEROIENSE DE LETRAS PARA PREMIAR OS AUTORES DA ANTOLOGIA 2008 / DENTRE OS DEZ POEMAS CLASSIFICADOS:



O PLANETA COLORIDO

(premiado pela Academia Niteroiense de Letras/RJ/2008)

Um planeta colorido
João fez com hidrocor
Fundo do céu de outra cor,
todo riscado e preenchido

O corpo de papel desenhado
em tom de roxo divertido
exibe um céu encantado
com seu planeta colorido

Azul, verde, amarelo e vermelho
Eis as cores do astro vaidoso ...
Guardo o ilustre desenho tão vistoso

E João aparece novamente ...
Ostentando no caderno outra arte:
dessa vez, em vermelho, o planeta Marte

Já é tarde ! Hora de João dormir ...
Ele reclama: tinha tanto a colorir !
Mas adormece e apesar de interrompido,
prossegue, em sonho, com o planeta colorido

(do livro POR ARTE DE MAGIA)

* Cris Dakinis

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cris Dakinis e Tatiana Alves


A noite de autógrafos do livro POR ARTE DE MAGIA na livraria Saraiva da Cinelândia/RJ? Aconteceu no dia O7/11/2008 e.................???????? FOI UM SUCESSOOOO!!!

sábado, 25 de outubro de 2008

OUTUBRO/2008

TERCEIRO LUGAR no Concurso Literário da Secretaria de Cultura de Turismo de Valinhos/SP com o conto: "HOMENAGEM AO ABÍLIO"

sábado, 26 de julho de 2008

Mário Quintana disse em 1967...





* Em 1967 - Mário Quintana recebe o Título de Cidadão Honorário de Porto Alegre, conferido pela Câmara de Veredores, ocasião em que profere as seguintes palavras: "Antes ser poeta era um agravante, depois passou a ser uma atenuante, mas diante disso, vejo que ser poeta é agora uma credencial."

JULHO/2008

(TERCEIRO LUGAR em POESIA na Academia Carioca de Letras- Ciclo Machadiano- 2008)



ESSA CARTA ( Carta de Capitu )
(Para Machado de Assis: em homenagem)

Essa carta que por mim foi redigida
Tem seu fim em mim; silente, guardada
Carta, reste ao fundo, lacrada, trancada
Receba-a, gaveta: é da minha vida !

Nascida com talhe de boa figura
De humilde, mas caprichosa criação
Fui feita de uma estrutura segura
Para quê ? Eis agora, essa humilhação !

Desdém, conheço-te desde o meu ninho
Meu pai, perturbado; eu, ainda criança ...
Só de minha mãe auferi confiança
Éramos tão-somente vizinhos de Bentinho

Foi estreitado, à guisa de carinho,
meu nome: Capitulina __ assim alongado
Não de um qualquer, mas de nobre Machado
Em meio ao caminho, quedou-me Bentinho

Teimei minha vida, destemida e ousada ...
Cuidadosos amantes ao amor incitamos
Valeu isso muito, decerto casamos ...
mas Bento sondava-me. Eu dissimulada ?

De Glória vivi, que era minha sogra
Que fora meu lar; na Glória moramos
A Glória deixamos; eu abandonada ...
Eu sou a culpada ?

Do imenso vazio, o mar tão cruel
De tanta batalha, candura e flor
Que eram ganhos, glória, vitória e amor
Bentinho em desvario; Ezequiel ao fel !

O mar e Escobar; ao alto, uns astros infinitos ...
Luzia seu olhar como o mar, mas nunca imitado
Embora ambos claros, eram distintos ...
Um engoliu o outro; foi um mau fado ...

Ezequiel ! Quem não sabia ?
Aquilo, do menino, era mania !
A todos que ele via eram imitados
E são meus os olhos “dissimulados” ?
Filho da revolta de meu olhar de pesar
Tal metáfora animou insana mente
Esquecido foi o meu beijo ardente
Comparados: ressaca, mar e Escobar

Inseguro, imaturo, indiferente, iníquo ...
Oh, insegurança !
Oh, indiferença !
Pesa-me, deveras, um olhar “oblíquo” ?

Por Machado, quedo exilada
Nessa vida de lassa ilusão
Encerro, doída, essa carta
Eu tolhida à lama, ao chão

Momentos felizes; houve dor, houve doença
Fora tudo; foram todos em vão ?
Não sobreviverei para dar explicaçãoBasta essa carta; adeus à santa indiferença

* Cris Dakinis

domingo, 8 de junho de 2008

Sinal de alerta


Sinal de alerta

Fique atento ao assédio: o tédio não alivia

quando o céu escurece e o tempo esfria.

Pode estar de tocaia no desvão de um prédio

ou nas dobras do coração.

Voraz ou não, fugaz ou persistente.

Mas sempre se faz presente e não alivia

quando o céu escurece e o tempo esfria.

(Wanderlino Teixeira Leite Netto - Poeta pertencente à Academia Niteroiense de Letras)